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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Depressão será a doença mais comum do mundo

Para as próximas duas décadas, OMS estima aumento expressivo do número de pessoas deprimidas

Dados divulgados na última quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção.

De acordo com o órgão, os países pobres são os que mais devem sofrer com o problema, já que são registrados mais casos de depressão nestes lugares do que em países desenvolvidos.

Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas diretamente por transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, segundo a OMS. As informações foram divulgadas durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada em Atenas, na Grécia.

"Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde", afirmou à BBC o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS.

Ainda segundo Saxena, a depressão é mais comum do que outras doenças que são mais temidas pela população, como a Aids ou o câncer.

"Nós poderíamos chamar isso de uma epidemia silenciosa, porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a (ocorrência) de outras doenças está diminuindo."

Pobres

Segundo o médico, os custos da depressão serão sentidos de maneira mais aguda nos países em desenvolvimento, já que eles registram mais casos da doença e têm menos recursos para tratar de transtornos mentais.

"Nós temos dados que apontam que os países mais pobres têm (mais casos de) depressão do que os países ricos. Além disso, até mesmo as pessoas pobres que vivem em países ricos têm maior incidência de depressão do que as pessoas ricas destes mesmos países", afirma Saxena.

"A depressão tem diversas causas, algumas delas biológicas, mas parte dessas causas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais estresse em seu dia-a-dia do que as pessoas ricas, e não é surpreendente que elas tenham mais depressão."

Segundo o médico, o aumento nos casos de depressão e os custos econômicos e sociais da doença tornam mais urgentes uma mudança de atitude em relação ao problema.

"A depressão é uma doença como qualquer outra doença física, e as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e receber o mesmo cuidado médico que é dado no caso de qualquer outra doença."

Fonte: SIS.SAÚDE

sábado, 29 de agosto de 2009

Crise de asma: o que fazer?

Elas começam de uma hora para outra e mesmo quem já está habituado às crises de asma, não deixa de ficar preocupado

Elas começam de uma hora para outra e mesmo quem já está habituado às crises de asma, não deixa de ficar preocupado. Afinal, a crise asmática é uma das principais causas clínicas de consultas em emergências e pode levar à morte. Mas é importante ressaltar que sua gravidade é influenciada por diversos fatores e, de modo geral, essas crises são leves, sendo controladas com uso de baixas doses de broncodilatadores. Nos casos mais graves pode ser necessária internação em CTI ou uso de respirador artificial.

A crise asmática, se interrompida precocemente, tem pequena chance de evoluir de forma grave. Por isso a pessoa asmática deve estar apta a reconhecer os sinais que indicam uma crise em sua fase inicial e usar os medicamentos recomendados por seu médico.

Características da crise

Desconforto respiratório e tosse seca podem ser os primeiros sintomas de broncoespasmo. Sibilos (chiados), falta de ar e impossibilidade de falar frases longas são sintomas mais tardios de uma crise. Sudorese difusa, lábios e mãos arroxeadas e falta de ar em repouso são sinais de gravidade extrema necessitando de atendimento em emergência e hospitalização.

Outros modos de reconhecer a crise

Além de dados clínicos, o uso de aparelhos de medida de pico de fluxo expiratório (peak flow) pode ser útil ao reconhecimento da crise. Esses aparelhos são portáteis e simples e podem ser usados diariamente para a monitorização da função respiratória de pessoas com asma moderada ou grave. Quando o paciente observa que seu peak flow caiu mais que 30% do que normal, isso representa uma crise, mesmo na ausência de sintomas.

Como tratar a crise

Uma vez reconhecida a crise, é preciso fazer o possível para interrompê-la. Para isso, devem ser utilizados broncodilatadores de ação curta, como salbutamol e fenoterol ou a combinação destes com bromento de ipatrópio, por via inalatória, seja em spray ou nebulização. Salmeterol, formoterol, aminofilina e teofilina apesar de excelentes broncodilatadores não devem ser utilizados na crise asmática, pois demoram a fazer efeito.

Os broncodilatadores de ação curta devem ser utilizados com intervalos de 20 minutos, até que os sintomas melhorem. Se após sua utilização, por três vezes, não ocorrerem mudanças no quadro clínico, é preciso procurar atendimento médico imediato.

É sempre importante, ainda que não seja uma prioridade na crise, lembrar de lavar a boca, bochechar com água e cuspir após o uso de broncodilatadores para evitar tremor e palpitações, efeitos colaterais comuns de broncodilatadores.


Autor: Imprensa
Fonte: MedCenter MedScape