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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Dieta High Fat, Low Carb (Rica Em Gordura, Pobre Em Carboidratos)


Esqueça tudo o que se diz sobre dieta e vamos ao fatos científicos sobre o assunto. Estamos em uma epidemia de obesidade graças a dieta "balanceada" ocidental que indica um pouco de tudo, muitos carboidratos refinados, restrição calórica, exercícios e refeições frequentes. Essa dieta mantém a gangorra da insulina e glicose em atividade, o que é deletério para a saúde e difícil de se manter a longo prazo, já que alguns indivíduos precisarão passar fome uma vida inteira para tentar manter o peso.

O livro Barriga de Trigo, do médico cardiologista William Davis, já dizia: “As dietas de baixo teor de gordura não são benignas. O abundante consumo de grãos integrais, de alto teor de carboidratos, resultado inevitável da redução das calorias das gorduras, deflagra a elevação da taxa de glicose no sangue, a elevação da insulina, o maior acúmulo de gordura visceral, maior partículas de VLDL e de triglicerídeos, tudo isso acabando por gerar maior proporção de partículas pequenas de LDL”.  O médico ainda continua: “Um pão SAUDÁVEL PARA O CORAÇÃO repleto de fibras e gorduras ômega 3 ainda deflagará a elevação do nível de açúcar no sangue, a glicação, o acúmulo de gordura visceral, a formação de partículas pequenas de LDL, a liberação de exorfinas e respostas inflamatórias”

A pirâmide alimentar de base recheada de carboidratos refinados e defendida pela maioria foi proposta (pasmem) pelo departamento de agricultura dos Estados Unidos, não me causa surpresa que esse departamento colocou na base da pirâmide (onde existe o maior consumo) os seus produtos comercializados. No mínimo é uma dieta não natural para a espécime humana. Se pesquisarem quais os alimentos utilizados para a engorda dos animais ficarão surpresos em notar que asrações para engordar animais são semelhantes a atual pirâmide alimentar, composta por alimentos com elevadosíndices glicêmicos. A sacarose e o pão possuem o mesmo índice glicêmico, ou seja ambos elevam a glicose do sangue aos mesmos níveis. Outro exemplo, a glicose possui, por definição, índice glicêmico de 100 e um pão de trigo 129, teu corpo não sabe a diferença entre eles (nesse caso impacto maior que a glicose). O mundo se tornou obeso, e não foi por acaso e nem por sedentarismo.

A obesidade era uma raridade a meio século atrás e os carboidratos refinados e o açúcar (e não a gordura saudável) são responsáveis pelo aumento do peso, aumento de partículas oxidadas de colesterol e aumento dos riscos cardiovasculares. O segredo está exatamente nesse ponto, as calorias obtidas pelos carboidratos refinados e açúcares devem ser trocadas por gorduras saudáveis: dieta High Fat, Low Carb.

Mas remover o açúcar e o carboidrato  (trigo/glúten/amido/grãos) da dieta requer programação, pois eles estão na maior parte dos alimentos industrializados. Alimentos industrializados são aqueles que tem rótulo, fuja deles. Todavia, uma vez que tenha eliminado os carboidratos e o açúcar da dieta a flutuação dos níveis de glicose e insulina terminam, a fome diminui, a resistência a insulina melhora. Dietas ricas em gorduras saudáveis (ver a lista abaixo) e pobres em carboidratos possuem melhor desempenho na perda de peso. 

O início pode ser difícil, algumas pessoas sentirão síndrome de abstinência com a retirada dos carboidratos, semelhante a parar de fumar, todavia os sintomas desaparecem com o tempo. 


Umadieta pobre em carboidratos e açúcar e rica em gordura (alimentos de verdade não industrializados) mantém níveis glicêmicos e hormonais (insulina) mais estáveis diminuindo significativamente o apetite, reduzindo o peso e gordura corporal, diminuindo ou mesmo curando a resistência a insulinaem indivíduos com síndrome metabólica.  

Gordura e risco cardiovascular: gordura saudável (azeite oliva, castanhas, manteiga, gordura de carnes) são seguras para o consumo e devem ser a base das calorias ingeridas. Cito dois artigos sobre o assunto: revisão sistemática da BMJ 2001; 322(7289):757-63 mostra que gordura é benéfica a saúde. O estudo daN.Engl J Med 2013; 368:1279-1290 mostrou benefício cardiovascular com o uso de azeite de oliva e castanhas na dieta mediterrânea.

Menu: o que comer e o que não comer?

Essa é a nova pirâmide alimentar proposta, esses alimentos você poderá comer o volume que quiser, coma até se sentir sem fome (não conte calorias, caloria é uma medida para fornalhas não para seres humanos):



Liberado para o consumo: carnes de qualquer tipo (gado, peixes, suínos, aves, crustáceos), atum/sardinha em lata, guisado (de segunda é melhor por ter mais gordura e ser mais saboroso).

Azeite de oliva, manteiga, nata, óleo de abacate, óleo de coco, manteiga de cacau, óleo de linhaça. Não coma margarina, prefira a clássica manteiga.

Ovos e queijos: cheddar, suíço, edam, etc  (gordura saudável não faz mal a saúde).

Legumes e verduras (em conserva ou em natura), qualquer salada de vegetais que cresçam acima da terra, cogumelos, alcachofras, abóboras, alho, pimentão, beringela, cebolas, couve, aspargos, azeitonas, especiarias e cacau.

Castanhas, nozes, pistache, amêndoas e sementes cruas (exceto amendoim, pois é uma leguminosa). As castanhas e outras oleaginosas devem ser consumidas como lanche em momentos de fome, mas não em excesso pois contém carboidratos. 

Temperos: mostarda, raiz forte, tempero verde, maionese feita em casa, vinagres, molho inglês, sal, molhos de pimenta e pimenta de qualquer tipo. 

Amido resistente.

A farinha de linhaça não contém níveis significativos de carboidratos, logo não aumentam a glicose e insulina e, em conseqüência, não aumentam a gordura abdominal. Pode ser usada.

Comer eventualmente: (se o objetivo é redução do peso ou se possui síndrome metabólica ou diabete tipo 1 ou tipo 2 o conselho é não comer): raízes, tubérculos e leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha, amendoim).

Frutas em geral (exceto as frutas vermelhas como morango e amora que possuem pouco açúcar) possuem uma enorme quantidade de açúcar e sabotam a dieta, novamente, frutas devem ser tratadas como sobremesa e não como fonte principal em nenhuma refeição.

Iogurtes desde que sejam naturais, integrais sem adição de açúcar. Chocolate não adoçado (>80% cacau). Cenouras, batatas e aipim (raízes, tubérculos) podem ser consumidas, mas possuem mais carboidratos (logo engordam).

Simplesmente não comer: grãos (em qualquer formato e apresentação) e açúcar (de qualquer tipo - melaço, mel, etc). Os grãos contém amido que é interpretado pelo organismo humano como açúcar, eleva a glicose e insulina do corpo acumulando gordura abdominal.

O trigo é a maior fonte de carboidrato refinado na dieta ocidental atual e deve ser completamente eliminado: nada que contenha trigo como pães, massas, biscoitos doces, bolos, tortas, cupcakes, cereais matinais, panquecas, waffes, pão árabe, cuscuz e centeio deve ser consumido. Não importa o tipo de pão, todos tem trigo e devem ser eliminados da dieta.

Grãos como arroz, milho, soja e grãos em formato de óleo como óleo milho, girassol, óleo de amendoim, soja, etc.  

Amido de qualquer tipo (amido é um polímero de açúcar), tapioca também contém carboidratos não podem ser consumida. Balas, sorvetes picolés, barras de cereais e ketchup (contém xarope de milho que é uma frutose que é igual ao açúcar de mesa), e outros produtos com açúcar deve ser eliminado da dieta. Todos esses alimentos possuem elevado índice glicêmico, logo aumentam insulina, acumulam gordura (principalmente abdominal) além de aumentarem o apetite. Não comer frutas secas, outros cereais (quinoa, sorgo, painço, aveia).

Bebidas: um copo de suco não adoçado já possui excesso de açúcar (frutose é o açúcar das frutas), logo não é saudável pois possui elevado índice glicêmico, logo aumenta insulina, acumula gordura (principalmente abdominal) além de aumentar o apetite. Leite (leite possui lactose que prejudica a dieta, já que é um açúcar, aconselho substituir por nata). Cerveja é rica em carboidratos e deve ser evitada.

Refrigerantes ZERO não sei dizer se são saudáveis, mas pelo menos não aumentam o peso. Água, chás e cafés não adoçados estão liberados. Entre as bebidas alcoólicas o vinho parece ser o mais saudável. Alguns destilados também não possuem carboidratos, mas desaceleram a perda de peso (confira o rótulo).

A perda de peso com dieta High Fat, Low Carb geralmente é acentuada e rápida. A dieta paleolítica (paleo) é exemplo de dieta High Fat, Low Carb, existem variantes da mesma. Uma dieta High Fat, Low Carb possui a enorme vantagem de ser fácil de manter a longo prazo. Não há necessidade de contar calorias(aqui se contam os carboidratos) e, após atingido o peso desejado, é possível retornar o consumo de raízes/tubérculos (cenouras, mandioca, inhame) dependendo do metabolismo de cada um.

Fonte: http://renatocassol.com/high-fat-low-carb/

Renato Cassol - Médico Infectologista

Porto Alegre - RS




domingo, 4 de julho de 2010

Relaxar é mais eficaz que dieta para emagrecer, sugere estudo

Relaxar pode ser uma forma mais eficaz de perder peso do que fazer dieta, sugeriu um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia

A pesquisa acompanhou por dois anos o progresso de 225 mulheres com o peso acima da média e obesas que, divididas em três grupos, participaram de programas diferentes que incluíam meditação e visualização positiva; exercício físico e nutrição e folhetos com informações nutricionais.

Cada programa tinha a duração de dez semanas. O primeiro grupo foi o que teve mais sucesso na perda de peso - uma média de 2,5 quilos.

"Nós descobrimos que a intervenção mais bem sucedida envolveu o intenso treinamento em técnicas de relaxamento ao mesmo tempo em que equipamos as mulheres para reconhecerem e evitarem estresse que leva (uma pessoa) a comer", disse a co-autora da pesquisa, Caroline Horwath, do Departamento de Nutrição Humana.

Longo prazo

Horwath disse que o fato de os programas "terem sucesso em impedir o aumento do peso por 12 meses é um resultado muito positivo".

A pesquisa mostrou que a abordagem dietética tradicional de restringir tanto calorias quanto tipos de alimento traz poucos resultados em se conseguir a perda de peso no longo prazo, afirmou Horwath.

"Dentro de cinco anos, várias pessoas em dieta recuperaram o peso que perderam e acabam mais pesadas do que quando começaram. Elas também tendem a desenvolver atitudes muito insalubres em relação a comida e perdem sua habilidade natural para reconhecer quando estão com fome ou saciadas."

A abordagem sem dieta se concentra em melhorar o estilo de vida para reforçar a saúde independentemente da perda de peso, disse a pesquisadora.

"Todos os três tipos de intervenção no estudo encorajaram mulheres a se libertarem de dietas crônicas e a fazerem mudanças sustentáveis no seu estilo de vida. Isto incluiu prestar atenção na sensação de fome e saciedade, ao invés de se concentrar na perda de peso."

"Nós fornecemos ferramentas para ajudá-las a lidar com pensamentos, emoções e atitudes para encorajá-las a recuperar o prazer de comer como uma atividade natural ligada à fome ao invés de ao estresse."

O programa, adaptado de um desenvolvido pelo Harvard Mind-Body Medical Institute, mostrou uma melhoria significativa na redução de sintomas psicológicos como ansiedade e depressão e sintomas médicos como dor, fadiga e insônia, concluiu Horwath.

O estudo foi divulgado no American Journal of Health Promotion.

Fonte: sis.saúde

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Entenda o efeito antioxidante das dietas

O melhor que podemos fazer pela nossa saúde é assegurar o consumo mínimo de cinco porções (ou 400 gramas) de frutas e vegetais por dia

Primeiro é preciso entender o que é o efeito antioxidante. Temos falado tanto sobre isso, mas as explicações são muito complexas e científicas. “O fato é que nossas células são alvos de sucessivas agressões, capazes de fazê-las envelhecer e adoecer. Essas agressões são mediadas por moléculas altamente reativas, os chamados radicais livres, que nada mais são do que o próprio oxigênio proveniente da respiração. São moléculas de oxigênio que se tornam altamente reativas e capazes de reagir com vários componentes das células, inclusive com o seu próprio DNA, oxidando-os e lesando-os definitivamente”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Por outro lado, também temos substâncias protetoras ou antioxidantes, capazes de inibir a oxidação de nossos sistemas biológicos, protegendo nossas células das ações lesivas dos radicais livres. Logo, oxidar excessivamente não é bom, pois pode ultrapassar a capacidade de defesa antioxidante do nosso corpo. “Infelizmente, não podemos impedir a geração dos radicais livres, pois eles se originam do próprio processo de respiração dos animais e do homem. Precisamos melhorar nossas defesas antioxidantes, combatendo de maneira eficiente a formação dos radicais livres e o estresse oxidativo, uma vez que acreditamos ser ele um fator de grande influência no envelhecimento celular e, em várias doenças crônicas, como o diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e catarata”, diz a médica.

Em busca das defesas antioxidantes

A procura por antioxidantes tem mobilizado pesquisadores em todo o mundo e eles já têm algumas respostas que indicam que muitas dessas substâncias, tão importantes para a nossa saúde, estão ao nosso alcance, presentes nas frutas e vegetais, vinhos, castanhas e cereais, peixes, azeites, óleos vegetais e alguns tipos de chás. “Esses alimentos contêm grande quantidade dessas substâncias antioxidantes na forma de vitaminas C, E e Betacaroteno, minerais como selênio e zinco, gorduras benéficas, fibras dietéticas e várias outras classes de componentes bioativos. Todos esses fitoquímicos interagem e se completam, formando uma rede de proteção contra as doenças, favorecendo a absorção e a ação um do outro, bem como protegendo nossas células das ações lesivas dos radicais livres”, explica a médica, que também é nutróloga. A ingestão regular e prolongada desses alimentos favorece a estimulação do sistema imunológico, modula a síntese de colesterol, reduz a pressão arterial, além de auxiliar ações antibacterianas e antivirais. Esses efeitos têm sido comprovados principalmente em estudos de laboratório, utilizando células específicas e em estudos epidemiológicos que investigam os padrões dietéticos adotados por vários grupos populacionais e suas doenças associadas.

Vitaminas antioxidantes X doenças

De uma maneira geral, as dietas ocidentais, nas quais estamos incluídos, são pobres em antioxidantes. “Contêm muito açúcar, gordura saturada e álcool. São particularmente deficientes em nutrientes essenciais como zinco, selênio, vitaminas antioxidantes E, A e C e vitaminas do Complexo B. Dessa forma, podem causar alterações no sistema imunológico, obesidade, aterosclerose, alergias e câncer”, diz Ellen Paiva.

“A Brazos Nutricional, pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em 2007, nos deixou em alerta. Apesar das várias opções de frutas, legumes e verduras que o Brasil planta e exporta todos os anos, não aproveitamos essa riqueza de nutrientes na nossa mesa. O estudo envolveu 150 municípios brasileiros e entrevistou 2.240 pessoas de todas as classes sociais e descobriu que o consumo de vitaminas e sais minerais está abaixo das recomendações em 90% da população”, revela a médica.

“Um fato muito importante para nós é que todos os pacientes com alguma doença grave, seja ela de qualquer natureza, possuem um aumento na formação dos radicais livres e uma diminuição das suas defesas antioxidantes, caracterizadas pela redução dos níveis de quase todos os micronutrientes antioxidantes em seu sangue. Assim, o consumo regular de frutas e vegetais constitui-se numa proteção importante em muitos quadros de doenças crônicas”, explica a médica.

Veja alguns casos:

· Vitaminas nas Doenças Cardiovasculares

As mais importantes vitaminas antioxidantes que atuam na proteção cardiovascular são a vitamina E, C e o Beta caroteno. “As fontes de vitamina E são os óleos vegetais como milho, soja, girassol e as margarinas e produtos fabricados a partir deles. É encontrada ainda no germe de trigo, amêndoas e avelãs. A vitamina C está amplamente distribuída nas frutas cítricas e folhas vegetais cruas. Os carotenóides como o Beta caroteno e o licopeno são encontrados nas hortaliças coloridas de amarelo, verde, vermelho e alaranjado, como cenoura, tomate, batata-doce, abóbora, espinafre, brócolis, e na maioria dos vegetais folhosos verde-escuros”, revela a nutróloga.

Estudos revelam que pessoas que consomem no mínimo cinco porções de frutas e vegetais por dia têm um risco de infarto 31% menor do que as que ingerem menos de 3 porções. Certos tipos de vegetais são especialmente protetores, entre eles estão brócolis, couve-flor, folhas verdes escuras e frutas cítricas.

· Vitaminas e Câncer

“O aparecimento do câncer também pode ser influenciado pela ingestão de frutas e vegetais. Sabe-se que o consumo regular e a longo prazo de grandes quantidades desses alimentos está associado à diminuição do risco de vários tipos de câncer”, conta Ellen Paiva. O último relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer, publicado em 2009, define o câncer como uma doença com muitas influências comportamentais e nutricionais passíveis de serem modificadas. Entre os alimentos com efeitos protetores, destacam-se as frutas e vegetais, importantes na proteção contra o câncer de mama, próstata, intestino e pulmões, dentre outros.

· Vitaminas e Doenças Neurológicas

Várias outras condições clínicas têm benefícios reais com o uso de vitaminas antioxidantes como as vitaminas C, E e Carotenóides. Dentre elas, destacam-se algumas doenças neurológicas crônicas e degenerativas como a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer, onde as lesões causadas pelos radicais livres podem exercer um papel importante. “O cérebro possui grande quantidade de lipídeos ou gorduras potencialmente oxidáveis, para os quais a proteção antioxidante parece ser muito importante. O consumo de vitamina E parece reduzir a incidência da Doença de Parkinson, principalmente aquela proveniente de fontes alimentares. Além disso, as dietas ricas em vitaminas C e E vêm reduzindo os riscos de demência e prolongando a sobrevida dos pacientes com Doença de Alzheimer”, diz a médica.

O papel da suplementação vitamínica

Hoje, tornaram-se corriqueiros a prescrição e o uso rotineiro de suplementos vitamínicos e minerais para uma prevenção abstrata e cientificamente não comprovada de possíveis doenças crônicas, para retardar o envelhecimento ou para o tratamento do cansaço físico. Isso se baseou nos efeitos antioxidantes tão favoráveis encontrados no consumo de frutas e hortaliças. Os mais importantes são: vitamina C, E, carotenóides, flavonóides e selênio.

A maior vedete das vitaminas antioxidantes já havia sofrido um grande abalo em 2005, quando um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine, analisando 136.000 pacientes, revelou que doses iguais ou superiores a 400UI de vitamina E poderiam aumentar a taxa de mortalidade por todas as causas e deveriam ser evitadas. Muito antes disso, o beta caroteno e a vitamina A foram avaliados em dois grandes estudos, o ATBC e o CARRET, e não mostraram benefícios neste sentido, além de causarem aumento da incidência de câncer de pulmão e do risco de mortalidade em indivíduos fumantes ou expostos à fumaça de cigarro.

Para reforçar o coro contra os suplementos vitamínicos, uma publicação de 2007 revisou o resultado de nada menos do que 385 trabalhos científicos com 232.600 pacientes, avaliando o efeito antioxidante dos suplementos vitamínicos sobre a taxa de mortalidade por doenças em geral. O resultado só veio confirmar os estudos anteriores: o tratamento com beta caroteno, vitamina A e vitamina E pode aumentar a taxa de mortalidade... Não há evidência de que a vitamina C possa aumentar a longevidade... O papel potencial do selênio ainda necessita de futuros estudos.

“Enquanto estes estudos se desenvolvem, o melhor que podemos fazer pela nossa saúde é assegurar o consumo mínimo de cinco porções (ou 400 gramas) de frutas e vegetais por dia. De maneira prática, para alcançar o número de porções recomendadas de frutas, legumes e verduras é necessário que esses alimentos façam parte de todas as refeições e lanches que fizermos ao longo do dia”, recomenda a médica nutróloga Ellen Paiva.

A médica lembra ainda que variar na compra e no consumo dos vegetais e frutas garante a descoberta de novos sabores e o alcance de todos os nutrientes necessários ao organismo. A ordem é acrescentar os alimentos saudáveis, mesmo que ainda não tenhamos conseguido abolir os menos saudáveis.

Fonte: sis.saúde

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Como frutas, legumes e vegetais podem garantir espaço em nossa dieta?

Pais que normalmente não comem esse tipo de alimento, querendo ou não, transmitem esse mau hábito aos filhos

A Brazos Nutricional, pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em 2007, nos deixou perplexos... Apesar das várias opções de frutas, legumes e verduras que o Brasil planta e exporta todos os anos, não aproveitamos essa riqueza de nutrientes. O estudo envolveu 150 municípios brasileiros e entrevistou 2.240 pessoas de todas as classes sociais e descobriu que o consumo de vitaminas e sais minerais está abaixo das recomendações em 90% da população.

“Os vegetais, incluindo frutas, verduras e legumes, ainda são as melhores fontes de fibras, vitaminas, sais minerais e outras substâncias essenciais para melhorar o bom funcionamento do organismo. Esses nutrientes, por serem calculados em miligramas e microgramas, são conhecidos como micronutrientes. Eles são tão importantes para a nossa saúde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Panamericana da Saúde (OPAS) concluíram que, pelo menos 60% das mortes em todo o mundo poderiam ser adiadas, ou mesmo evitadas, se as pessoas adotassem posturas mais saudáveis diante da vida, dentre elas, o consumo de no mínimo cinco porções (ou 400 gramas) dessa categoria de alimentos por dia”, afirma a endocrinologista e nutróloga, Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

O desafio de colocar verduras no prato

Frutas e hortaliças são mais facilmente incorporadas ao cardápio, quando fazem parte dele desde a infância. “Pais que normalmente não comem esse tipo de alimento, querendo ou não, transmitem esse mau hábito aos filhos e não são inventivos, não sabem como prepará-los ao gosto infantil, aceitam a primeira negação da criança de que não querer a maçã, concordam com o consumo do biscoito recheado, do salgadinho em pacote industrializado, da barra de chocolate...”, alerta a médica.

Para estas crianças, os últimos alimentos são muito mais gostosos, mais salgados ou mais doces, são ricos em gorduras, o que faz tudo ficar mais saboroso. Esse sabor exacerbado dos alimentos industrializados faz com que a maçã pareça sem graça e sem atrativos. Logo, é nessa fase da vida que mais facilmente se constrói os bons hábitos alimentares.

Passado a primeira infância e perdida a primeira chance de incorporar as frutas e vegetais ao cardápio, ainda há esperanças de mudarmos essa história. Entretanto, os esforços deverão ser maiores por parte dos pais de adolescentes ou até mesmo por parte do indivíduo, já adulto. “É uma questão de educação alimentar e esclarecimento. Inicialmente, quando nos deparamos com um paciente adulto, tentamos incorporar o alimento saudável ao seu cardápio, mesmo que não consigamos abolir aqueles considerados deletérios, como as frituras, o excesso de gorduras e de carboidratos. Incorporar frutas e hortaliças será o primeiro passo de uma grande mudança alimentar”, conta a nutróloga.

“Um exemplo dos benefícios com a mudança dos hábitos alimentares foi comprovado com a Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension). Essa dieta se baseia na importância de se adicionar alimentos saudáveis, independente de se conseguir abolir os demais alimentos que uma pessoa consome. Essa experiência foi feita nos Estados Unidos e os pacientes eram orientados a ingerir a dieta americana convencional - rica em gorduras e carboidratos - mas deveriam adicionar uma quantidade estabelecida de frutas, hortaliças e cereais. O resultado foi a redução da pressão arterial, mesmo sem redução do sal dos alimentos e sem haver perda de peso”, conta Ellen Paiva. Essa dieta comprovou o efeito benéfico das frutas e hortaliças para a saúde, levando os pesquisadores a ampliarem a pesquisa, no sentido de incluírem outras medidas nutricionais saudáveis, como a redução do sal. “Logo, o envolvimento e a motivação das pessoas em um plano nutricional poderá evoluir para a implementação de uma dieta que atenda às outras recomendações. É nisso que acreditamos...”, reforça a médica.

Porções de saúde

De maneira prática, para alcançar o número de porções recomendadas de frutas, legumes e verduras é necessário que esses alimentos façam parte de todas as refeições e lanches que fizermos ao longo do dia. Lembrando que variar garante a descoberta de novos sabores e o alcance de todos os nutrientes. “Assim, não pode haver um café da manhã sem frutas ou suco de frutas, almoço e jantar sem saladas ou verduras e legumes refogados ou cozidos, sopas sem vegetais e lanches de pão, laticínios e embutidos sem a salada. A ordem é acrescentar os alimentos saudáveis, antes de tentarmos abolir os menos saudáveis”, ensina a nutróloga.

Quando nos acostumamos com a praticidade dos alimentos industrializados, temos dificuldades no manuseio inicial das frutas e hortaliças, pois elas requerem certo conhecimento e habilidade. Mas vale a pena. Com o tempo, aprendemos a dominar essa nova forma de alimentação saudável e sentiremos o quanto podemos ganhar com esta atitude. Eis algumas dicas da equipe de Nutrição do Citen para facilitar este processo:

(1) Prefira as frutas e hortaliças da estação, pois são mais baratas e favorecem a diversificação. Assim, a cada época do ano, teremos alimentos diferentes em nosso prato;

(2) Uma forma de utilizar o potencial das frutas é adicioná-las às saladas e a alguns pratos salgados, que além de sofisticar o prato, garante o alcance das recomendações. O mesmo pode ser feito com verduras e legumes, que podem ser preparados com arroz ou massas. Veja uma sugestão do Citen: Salada de Arroz Integral (http://www.citen.com.br/citen-na-cozinha/saladas/salada-de-arroz-integral.aspx);

(3) Procure cozinhar os legumes com pouca água, adicioná-los na água já em fervura e no menor tempo possível. Algumas vitaminas se perdem com o calor e se diluem na água. O sabor e a textura também ficam melhores;

(4) Utilize a água do cozimento dos vegetais no preparo de outros alimentos como arroz, ensopados e molhos. As vitaminas e minerais diluídos são reaproveitados;

(5) Não utilize o bicarbonato de sódio para deixar os vegetais mais verdes, pois ele destrói algumas vitaminas;

(6) Use muito tomate, pimentão e cebola frescos, cozidos ou como molhos, principalmente no preparo de carnes magras e duras. Veja uma sugestão do Citen: Carne Fria com Pimentões (http://www.citen.com.br/citen-na-cozinha/carnes/carne-fria-com-pimentoes-.aspx);

(7) Sopas podem ser pratos versáteis, práticos, saborosos e nutritivos, pois podem conter todos os grupos de alimentos. Devemos escolher uma proteína (carne bovina magra ou frango), um carboidrato (arroz, mandioquinha, batata, macarrão ou pão) e vários legumes e verduras. As folhas podem ser adicionadas ao prato individualmente, no momento de servir. É bom lembrar que esse tipo de sopa deve ser o prato principal e nunca uma entrada. Veja uma sugestão do Citen: Sopa de Legumes com Frango (http://www.citen.com.br/citen-na-cozinha/sopas/sopa-de-legumes-com-frango.aspx);

(8) Uma salada também pode ser uma refeição completa, desde que, assim como as sopas, contenham todos os grupos de alimentos. Assim, além dos legumes e verduras, a salada deve conter um carboidrato (milho, croutons, batatas, macarrão e até o arroz) e uma proteína (lagarto na forma de carpaccio e rosbife, frango, atum, ovo, salmão);

(9) Adicione frutas às saladas, isso torna esses alimentos mais atraentes para crianças e adolescentes, além de tornar seu sabor mais exótico e agradável aos adultos mais exigentes. O figo, a manga, o quiwi e as uvas são irresistíveis para este fim;

(10) Sucos de frutas feitos na hora são mais nutritivos, a polpa congelada perde alguns nutrientes, embora, esta opção ainda seja melhor do que sucos artificiais ou refrigerantes. Veja uma sugestão do Citen: Suco de Cenoura, Mação, Limão e Gengibre (http://www.citen.com.br/citen-na-cozinha/sucos-bebidas/suco-de-cenoura--ma-a--limao-e-gengibre.aspx);

(11) Dê frutas de presente ao invés de bolos ou chocolates. Capriche na embalagem e arrase na originalidade.

Autor: Márcia Wirth
Fonte: SIS.SAÚDE

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Hipertensão: fique de olho na dieta

A pressão alta é uma doença muito comum e um dos principais fatores de risco para o entupimento das artérias do coração

A hipertensão arterial (pressão alta) é uma doença muito comum e um dos principais fatores de risco para doença coronária (entupimento das artérias do coração). O controle da pressão arterial constitui um dos mecanismos mais eficazes da redução da mortalidade por doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e derrame.

O tratamento da hipertensão arterial é feito através do uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida, especialmente dos hábitos alimentares. O excesso de sal (sódio), por exemplo, aumenta o volume de sangue circulante e a constricção das artérias, que, por conseqüência, leva à elevação da pressão arterial.

Perigos comprovados

A correlação entre aumento da ingestão de sal e da pressão arterial já foi comprovada em diversos estudos. Em populações onde o consumo de sal é maior, como no norte do Japão, nota-se que há uma alta freqüência de hipertensos. Por outro lado, entre os índios Yanomanis, que praticamente não ingerem sal, inexiste a hipertensão. O ideal é manter o consumo de sal em torno de 4 a 6 g/dia.

A obesidade é outro fator de risco para a hipertensão. Prova disso, é que cerca de 60% dos hipertensos têm peso acima do ideal e, nas pessoas com peso 20% acima do ideal, a hipertensão arterial é duas vezes mais comum. Nesses casos, recomenda-se a baixa ingestão calórica, que aumenta a perda de sal pela urina e diminui o peso, resultando na queda da pressão arterial. Por isso, a perda de peso constitui uma das principais medidas no tratamento da hipertensão.

O consumo exagerado de álcool também está correlacionado com o aumento agudo e crônico da pressão arterial. Os hipertensos devem evitar as bebidas alcoólicas e seguir rigorosamente a recomendação médica.

Potássio

Estudos recentes mostram que a ingestão de potássio pode contribuir para queda na pressão arterial. Por isso, deve-se ingerir 2g/dia de potássio através de uma dieta rica em potássio. Este procedimento sempre deve ser orientado pelo médico, visto que existem hipertensos, diabéticos ou não, com problemas renais, cuja ingesta de potássio precisa ser cuidadosamente observada. Por outro lado, hipertensos que usam diuréticos também podem estar usando suplementação artificial de potássio (através de remédios).

Confira os alimentos que contêm potássio










Autor: Imprensa
Fonte: MedCenter MedScape

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sete considerações sobre a Ansiedade

Quando a ansiedade influencia na sua dieta

O emagrecimento pode ser prejudicado pela presença de problemas emocionais, tais como a ansiedade. A teoria psicológica ajuda a identificar os sintomas, porém muitas vezes é necessária a intervenção de um psicoterapeuta ou psiquiatra, para obter um controle adequado sobre a ansiedade.

1- Definição:
Ansiedade é um estado emocional com componentes psicológicos e fisiológicos que pode estimular o desenvolvimento humano. Ela se torna um distúrbio quando mostra-se desproporcional à situação que a origina, ou quando não existe um motivo específico para o seu surgimento.

2- A raiz da ansiedade:
Desde o nascimento, o ser humano é colocado face a face com as limitações de seus poderes. Essas limitações e vulnerabilidades fazem parte da própria condição humana e são as fontes universais de toda a ansiedade posterior. Exemplo:
ao sentir fome ou sede, o bebê sente ansiedade até que seja satisfeito.

“O planejamento alimentar para o emagrecimento depende do controle das nossas emoções”

3- Ansiedade patológica:
A ansiedade patológica é uma questão de quantidade, e não de qualidade. É um determinado grau de ansiedade que passa a ser evidenciado por sintomas de sensação dolorosa e desconfortável, como um mecanismo de alarme.

4- Conseqüências da ansiedade patológica:
A ansiedade patológica prejudica o indivíduo, compromete seu bem estar e seu desempenho e dificulta sua preparação para enfrentar adequadamente situações ameaçadoras do cotidiano.

5-Transtornos alimentares relacionados à ansiedade:
Anorexia nervosa; bulimia nervosa; transtorno alimentar noturno; comer compulsivo, entre outros.

6- Ação da serotonina:
O ato de comer é afetado por substâncias químicas presentes no cérebro que regulam o estado emocional. A serotonina é alterada pelo estado de ansiedade, fazendo com que o cérebro aumente o desejo de ingerir carboidratos, na tentativa de regular o quadro afetivo, podendo causar ingestão alimentar excessiva e até obesidade.

7- Exercícios físicos e redução da ansiedade:
Exercícios físicos regulares liberam substâncias como a endorfina, que aumentam a disposição geral, trazem sensação de bem estar, reduzem o estresse diário e ajudam a diminuir a tensão e a ansiedade.

O planejamento alimentar para o emagrecimento depende do controle das nossas emoções. A ansiedade patológica compromete o objetivo de manter a saúde através do emagrecimento. O reconhecimento dos sintomas ansiosos e suas conseqüências podem ser o início de um tratamento com sucesso, que deve ser realizado por um psicólogo ou psiquiatra e pode envolver o uso de medicamentos e/ou a realização de psicoterapia.

Autor: Imprensa
Fonte: Cyber Diet