Paraná Clínicas lança campanha de prevenção ao vírus H1N1
As altas temperaturas do verão não eximem dos cuidados com algumas doenças que aparecem geralmente no inverno. Principalmente em relação à Gripe A, doença respiratória aguda, causada pelo vírus A (H1N1). Por isso, a Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais lança, nesta semana, uma campanha preventiva para colaboradores e clientes que frequentam as instalações da empresa.
A Campanha “Evitar a Gripe A está em suas mãos” conta com diversos materiais informativos e é divide em três etapas. A primeira, que começa agora, tem como objetivo incentivar a conscientização da importância de pequenas atitudes que podem ajudar a prevenir diversas doenças, inclusive a gripe A.
“Preparamos um material com diversas dicas que podem ser incorporadas ao cotidiano das pessoas, como lavar bem as mãos com água e sabão frequentemente. Afinal, o subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Nestes casos, as mãos são grandes aliadas para a transmissão”, explica o gerente médico da Paraná Clínicas, dr. Heitor Lagos, clínico geral.
Outras ações também são descritas no material, como manter os ambientes sempre ventilados e evitar tocar os olhos, nariz ou boca após colocar as mãos em contato com qualquer superfície. “O uso do álcool gel após lavar as mãos é uma medida que reduz a transmissão não somente da gripe A, mas de outras doenças comuns no verão, como diarréias”, completa Lagos.
Os materiais da campanha, como adesivo e cartazes, estão fixados em locais estratégicos dos Centros Integrados de Medicina da Paraná Clínicas. Já as informações eletrônicas são enviadas por e-mail pelo departamento de Marketing da empresa.
Spray nasal recentemente lançada nos EUA possui mesma tecnologia de vacinas veterinárias
Com o início da queda nas temperaturas médias no hemisfério norte, foi comunicado recentemente nos EUA o lançamento do primeiro lote de vacinas contra o novo vírus da gripe suína – influenza A (H1N1) – que deverá vacinar 3,4 milhões de pessoas em um primeiro momento e, até dezembro de 2009, espera-se alcançar a marca das 195 milhões de doses distribuídas em todo o País, informou o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).
Entretanto, além dos humanos, cuja tecnologia de vacinas em spray é chamada de FluMist, algumas vacinas veterinárias também contam com mecanismos de aplicação semelhantes, como a Bronchi-Shield III da Fort Dodge Saúde Animal, também indicada para a prevenção de gripe nos cães.
O grande diferencial destas vacinas é que, além de conferir uma proteção mais rápida, em até 72 horas, elas também são bastante seguras. No caso da vacina Bronchi-Shield III para cães, a mesma é gotejada diretamente nas narinas do animal, evitando o desconforto provocado pelas vacinas injetáveis, que normalmente estão associadas com a formação de nódulos doloridos no local de aplicação. "Além de conferir uma proteção no local de entrada dos agentes, a Bronchi-Shield III é a primeira e única vacina que contém os três principais causadores da gripe canina," afirma o médico veterinário gerente de produto da linha animais da Companhia da Fort Dodge Saúde Animal, Frederico Grigoletto.
Altamente contagiosa, a gripe canina, também conhecida como "tosse dos canis" ou traqueobronquite infecciosa e tem como principais agentes o vírus da Parainfluenza e Adenovirus canino tipo 2, além da bactéria Bordetella bronchiseptica. Os sintomas são praticamente os mesmos de uma gripe humana: tosse seca, forte e persistente, que pode ser agravada após algum esforço físico ou agitação, causando dificuldades respiratórias e ânsia de vômito.
De acordo com Grigoletto, a imunização contra a gripe é o principal e mais seguro método para a proteção dos cães e a empresa, neste ano, está investindo na conscientização dos proprietários para que vacinem antecipadamente os cães contra a gripe. "Existe uma postura estabelecida sobre a necessidade de vacinação contra a gripe apenas nos meses mais frios. Entretanto, vacinar significa proteger, e se antecipar à existência do risco. Por isso, orientamos que os donos de cães procurem os médicos veterinários desde já, especialmente no período próximo às férias, em que os proprietários costumam viajar com seus animais de estimação", alerta o veterinário.
Resposta imunológica é comprovada já na primeira dose da vacina com sistema adjuvante exclusivo da GSK
A empresa farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) anunciou nesta segunda-feira (14/09) os resultados dos primeiros testes clínicos de sua vacina pandêmica contra o vírus influenza A H1N1. Foi demonstrado que já na primeira dose a vacina proporciona uma forte resposta imunológica que supera os critérios de imunidade definidos pelas autoridades internacionais, que concedem as licenças para vacinas contra a pandemia de influenza. Por se tratar de uma nova variação do vírus influenza, especialistas acreditavam que provavelmente haveria a necessidade de duas doses para garantir a imunização, o que poderá não ser necessário com os dados disponíveis até o momento.
Os testes foram realizados na Alemanha, com 130 voluntários saudáveis, entre 18 e 60 anos de idade, para avaliar a segurança e a resposta imunológica conferida a cada um deles com a vacina pandêmica contra influenza A H1N1 da GSK que contém um sistema adjuvante AS03 (substância que aumenta a resposta imunológica), exclusivo da GSK, em comparação à vacina sem sistema adjuvante, também empregada no estudo.
“Os testes realizados resultaram em dados positivos e encorajadores para o potencial uso de uma única dose da nossa vacina contra o influenza A H1N1. Compartilhamos estes resultados com agências reguladoras e governos, que estão tomando decisões urgentes e fundamentais sobre o enfrentamento da pandemia”, afirmou o presidente da GSK Biologicals, Jean Stephenne.
A empresa completará os testes clínicos já iniciados, assim como outros 15 estudos também já em andamento na Europa, Canadá e Estados Unidos e que abrangem mais de nove mil pessoas, tal como adultos saudáveis, idosos e crianças (incluindo bebês).
A GSK continuará a trabalhar em conjunto com as agências reguladoras, os governos e as autoridades sanitárias em todo o mundo, fornecendo as informações necessárias para ajudar a determinar a estratégia correta para o combate a pandemia de influenza A.
A cepa pandêmica do novo tipo de vírus influenza A H1N1, causador da nova gripe, pode infectar 2 bilhões de pessoas ou um terço da população mundial segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Estudo feito por centro europeu mostra que, de cada mil pessoas contaminadas, entre quatro e seis não resistem ao H1N1
A taxa de mortalidade da gripe A é pelo menos duas a três vezes superior à da sazonal. Outro dado é que quase a metade das vítimas já sofria de outras doenças antes de serem contaminadas pelo vírus.
A avaliação foi conduzida por cientistas franceses e divulgada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, que acaba de concluir o primeiro perfil completo da nova doença, quatro meses depois da eclosão dos casos nos Estados Unidos e no México. O centro é uma agência da União Européia criada com o objetivo de reforçar as defesas da continente contra as doenças infecciosas.
Apesar de ser mais virulenta do que a sazonal, a gripe A ainda é mais branda do que o vírus que gerou a gripe espanhola em 1918 e que matou 40 milhões de pessoas no mundo, conforme estimativas. Segundo o estudo, de cada mil pessoas contaminadas, entre quatro e seis não resistem ao vírus H1N1. Isso representaria uma letalidade de 0,4% a 0,6%. Já na gripe espanhola, a taxa de letalidade era 10 vezes maior à da gripe A.
O perfil ainda mostra que mais da metade dos casos de mortes – 51% – ocorreram com pessoas entre 20 e 49 anos e que os grupos afetados não são os mesmos vulneráveis à gripe sazonal. Quarenta e nove por cento dos mortos já sofriam de outros problemas de saúde antes de ser contaminados.
A avaliação foi feita em julho com dados de 28 países de todo o mundo, inclusive com os casos registrados no Brasil. A variação entre continentes, porém, é considerada significativa. Em alguns países, a taxa foi superior à média mundial. No México, ela chegou a 6% nos três primeiros meses. Na Argentina, foi de 4,5% entre maio e julho.
Uma das conclusões é a comprovação de que diabéticos e obesos têm mais chances de não sobreviver ao vírus. O que o estudo também revela é que nem crianças nem idosos estão entre os grupos de maior risco, como foi inicialmente indicado. Apenas 12% dos mortos até agora tinham mais de 60 anos. Noventa por cento dos óbitos gerados pela gripe sazonal ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Por ano, entre 250 mil e 500 mil pessoas morrem no mundo de gripe comum.
Uma das teorias avaliadas pelo estudo é de que os mais idosos estariam mais protegidos porque, no passado, podem ter sido expostos a um vírus parecido ao H1N1 ou a uma versão mais leve do mesmo vírus. A estimativa é de que as pessoas que nasceram antes de 1957 podem ter desenvolvido uma resistência a um vírus que se desenvolveu após a gripe espanhola, em 1918. Mas o perfil ainda mostra que, quando idosos são contaminados pelo vírus H1N1, a taxa de mortalidade é alta.
O estudo também indica a necessidade de proteger mulheres grávidas. Nesta semana, a Comissão Europeia divulgou sua estratégia de vacinação, que deve começar já em meados de setembro. Gestantes, médicos e enfermeiras e pessoas com problemas de saúde devem ser os primeiros a receber a vacina. A UE admite, porém, que será “improvável” que haja vacinas para todos em um primeiro momento.
– Será necessário definir prioridades – disse.
Dinheiro- Para enfrentar a doença, o governo federal enviou ontem ao Congresso uma medida provisória para liberar R$ 2,1 bilhões em crédito extraordinário.- Metade da verba deverá ser usada na compra de vacinas.- A segunda maior fatia de recursos vai para a compra de medicamentos.- Também haverá investimento na ampliação do número de leitos de UTI e na compra de equipamentos usados para tratar problemas respiratórias.- Os governos estaduais deverão ainda receber recursos.- Outra parcela será usada em pesquisas sobre a gripe.
Dinheiro
- Para enfrentar a doença, o governo federal enviou ontem ao Congresso uma medida provisória para liberar R$ 2,1 bilhões em crédito extraordinário.
- Metade da verba deverá ser usada na compra de vacinas.
- A segunda maior fatia de recursos vai para a compra de medicamentos.
- Também haverá investimento na ampliação do número de leitos de UTI e na compra de equipamentos usados para tratar problemas respiratórias.
- Os governos estaduais deverão ainda receber recursos.
- Outra parcela será usada em pesquisas sobre a gripe.
Exames serão feitos de forma particular e terão resultados em até 48 horas
Após o Lacen, outro laboratório no Estado realizará exames que apontarão diagnóstico de gripe A nos pacientes. A partir desta sexta, Laboratório Diagnósticos da América S.A (DASA), no Hospital Mãe de Deus, estará habilitado para realização do teste da nova gripe.
Os resultados serão produzidos em até 48 horas da coleta do material e os exames feitos apenas de forma particular — não há utilização do serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O hospital fará o exame apenas sob indicação médica e em casos de síndrome gripal de pacientes que se enquadram nos grupos de risco ou que exijam internação hospitalar.
O Mãe de Deus conta com uma unidade de atendimento a gripe A localizada no estacionamento ao lado do Hospital desde 24 de julho.
Orientações, já adotadas pelo Ministério da Saúde desde julho, incluem o uso de medicamentos para pacientes em estado grave
Documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) com recomendações aos países sobre o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados com o novo vírus A(H1N1) reforça o protocolo que o Brasil já vem adotando desde julho.
Entre as recomendações está a de que “pacientes saudáveis sem doenças complicadoras (comorbidades) não precisam ser tratados com antivirais”. Veja, abaixo, a tradução da nota da OMS e o link para a original, em inglês.
Recomendação ao uso de antivirais
A Organização Mundial de Saúde (OMS) está nesta data emitindo orientações para o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados com o vírus pandêmico H1N1.
As orientações representam o consenso atingido por meio de um painel internacional de especialistas que se basearam em todos os estudos disponíveis sobre a segurança e eficácia dessas drogas. Foi dada ênfase ao uso do Oseltamivir e do Zanamivir para prevenir os casos graves da doença e as mortes, reduzindo a necessidade de hospitalização e internações.
O vírus pandêmico é atualmente suscetível a ambas as drogas (conhecidas como inibidores da neuraminidase), mas resistentes a uma segunda classe de antivirais (os inibidores de M2). Em todo o mundo, a maioria dos pacientes infectados com o vírus pandêmico continua a apresentar sintomas típicos da gripe comum e em sua maioria se recuperam em uma semana, mesmo sem qualquer forma de tratamento médico.
Pacientes saudáveis sem doenças complicadoras (comorbidades) não precisam ser tratados com antivirais. Em termos individuais, decisões sobre iniciar tratamentos precisam ser baseadas em avaliações clínicas e conhecimento sobre a presença do vírus na comunidade.
Em áreas onde o vírus está circulando amplamente na comunidade, os médicos, no atendimento de pacientes com sintomas de gripe, devem assumir que a causa é o vírus pandêmico. Decisões sobre tratamento não devem esperar por confirmações laboratoriais de infecção do H1N1. Essa recomendação é baseada em relatórios, de várias fontes, que o vírus H1N1 rapidamente se torna uma forma dominante. Tratamento imediato de casos sérios Dados analisados no painel indicam que o Oseltamivir, quando prescrito de forma correta, pode significar redução no risco de pneumonia (principal causa de morte para ambas gripes – tanto a pandêmica quanto a sazonal) e a necessidade de hospitalização.
Para pacientes que inicialmente apresentam a forma grave da doença ou cujo estado evolui para uma piora, a OMS recomenda o tratamento com o Oseltamivir o mais rápido possível. Estudos mostram que o tratamento realizado cedo, preferencialmente 48 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas, é fortemente associado a uma melhora na evolução clínica.
Para pacientes com o caso severo ou com quadro de piora da doença, o tratamento deve ser providenciado mesmo se iniciado tarde. Onde o Oseltamivir não está disponível ou não pode ser usado por algum motivo, o Zanamivir pode ser administrado.
Essa recomendação se aplica a todos os grupos de pacientes, incluindo mulheres grávidas, e a todos os grupos etários, como crianças e bebês. Para pacientes com condições médicas subjacentes que aumentam o risco de uma manifestação mais severa da doença, a OMS recomenda tanto com Oseltamivir quanto com Zanamivir. Esses pacientes têm também que receber tratamento o mais cedo possível, sem que se espere o resultado dos testes laboratoriais. Como as grávidas estão incluídas nos grupos de grande risco, a OMS recomenda que elas também recebam o tratamento assim que os primeiros sintomas apareçam.
Ao mesmo tempo, a presença de comorbidades não significa necessariamente a existência de casos severos da doença. Em todo o mundo, cerca de 40% dos casos severos da doença têm ocorrido em pessoas anteriormente saudáveis, como crianças, adultos, usualmente com mais de 50 anos. Alguns desses pacientes apresentam súbita e rápida piora em suas condições clínicas, geralmente cinco ou seis dias após o aparecimento dos primeiros sintomas.
A piora clínica é caracterizada por pneumonia viral primária, que destrói o tecido pulmonar e não há resposta a antibióticos, seguida de falência múltipla de órgãos, incluindo coração, rins e fígado. Esses pacientes demandam cuidados intensivos em unidades de UTI, também com antivirais.
Médicos, pacientes e aqueles que demandam cuidados domiciliares precisam estar atentos a sinais de alerta que indiquem progresso para um caso mais grave da doença e indiquem ações urgentes, que podem incluir tratamento com Oseltamivir. Em casos de piora, os médicos devem considerar doses maiores de Oseltamivir e por períodos mais extensos do que os normalmente prescritos.
Antivirais para as crianças Na sequência da recente publicação de duas análises clínicas, algumas questões têm sido levantadas sobre a conveniência da administração de antivirais para crianças. Essas análises usaram dados que foram considerados pela OMS e por seu painel de peritos quando desenvolveram diretrizes atuais e refletem totalmente essas recomendações.
A OMS recomenda tratamento antiviral para crianças com a forma mais severa da doença e àquelas com risco de complicações. Essa recomendação inclui todas as crianças abaixo de cinco anos, caso essa faixa etária esteja em risco de adquirir a forma mais severa da doença. De outra maneira, crianças saudáveis, com mais de cinco anos de idade, não precisam ser medicadas com antiviral – somente em caso da doença persistir ou piorar.
Sinais de alerta em todos os pacientes Médicos, pacientes e aqueles que demandam cuidados domiciliares devem ficar alertas a sinais perigosos que podem significar o progresso para um caso mais grave da doença. Como esse progresso pode ser rápido, a atenção médica deve ser procurada quando alguns dos sinais abaixo se manifestarem naqueles confirmados ou com suspeita de infecção pelo H1N1:
- falta de ar, tanto durante atividades físicas ou em descanso - dificuldade em respirar - coloração azulada da pele - expectoração com sangue ou com cor forte - dor no peito - estado mental alterado - febre alta e persistente por mais de 3 dias - pressão sanguínea baixa - Em crianças, sinais de alerta incluem respiração rápida ou dificuldade em respirar, falta de atenção, dificuldade de levantar, pouca ou nenhuma vontade de brincar.
Os novos dados dos pesquisadores indicam que a presença do influenza nesta região é alta
O pobre pinguim é cuidadosamente agarrado. Depois, tem um cotonete enfiado em sua traqueia e outro na cloaca pelo pesquisador insensível em busca de material de trabalho. Mas pior que o método é o diagnóstico: em plena Antártida, o pinguim está com o vírus da gripe.
"Temos a primeira evidência de que o influenza está circulando entre pinguins na Antártida", diz Edison Durigon, da Universidade de São Paulo. Um dos principais virologistas do país, Durigon coordena um grupo de caçadores de vírus perigosos que monitora aves e mamíferos desde a Amazônia até as ilhas subpolares.
Seus novos dados, ainda não apresentados à comunidade científica, indicam que a presença do influenza nesta região é alta. "Entre 8% e 10%", em uma população investigada de cem bichos, diz o cientista. Normalmente, em outras comunidades de aves já analisadas longe do continente gelado, a ocorrência do mesmo vírus costuma girar ao redor de 1%.
Em tese, pinguins com o vírus da gripe na Antártida não deveriam ser motivo de preocupação, ainda mais quando o Brasil está no meio de uma pandemia de influenza H1N1 que já matou mais de 400 seres humanos. Essas aves, afinal, estão confinadas ao oceano Austral --diferentemente dos pinguins do litoral argentino, que migram para o Brasil todo ano e que também tiveram diagnóstico positivo para o vírus.
Para completar, nenhum dos pinguins antárticos "gripados" estudados pelo grupo da USP teve sintomas da doença.
O problema é que a população humana na Antártida só aumenta, tanto por causa dos cientistas quanto devido ao crescimento do turismo na região. Só no verão de 2008/ 2009, quase 40 mil turistas visitaram o continente, segundo dados da Iaato (Associação Internacional de Operadores de Turismo na Antártida).
Isso, somado ao fato de que diferentes linhagens de influenza gostam de trocar genes entre elas --o que às vezes produz vírus mais agressivos--, monta um cenário potencialmente maléfico, possivelmente transformando a Antártida em um ninho de vírus e em mais uma região a merecer atenção redobrada das redes internacionais de monitoramento do vírus influenza.
Quem passou para quem?
Os dados que emergem agora do estudo dos pinguins de Adélia, de papua e de barbicha, espécies mais comuns no litoral da península Antártica --onde os brasileiros fazem pesquisas--, criam interrogações na cabeça dos virologistas.
A primeira pergunta é de onde os vírus vieram. Segundo Jansen Araujo, pesquisador do grupo de Durigon, os estudos feitos até agora não permitem afirmar com certeza quem está passando o vírus para quem, nem que tipo de influenza está em circulação (se os sazonais humanos ou o H5N1 aviário).
Nas enseadas, os pinguins vivem ao lado de aves migratórias como as skuas e os petréis-gigantes --e as análises das fezes deles também deram positivo para o influenza--, além de mamíferos, como elefantes marinhos e lobos marinhos.
A questão a ser respondida a partir de agora é complexa.
São as aves marinhas --os petréis-gigantes, por exemplo, migram por milhares de quilômetros em um ano-- que levam os vírus de outras partes do mundo para a Antártida e, consequentemente, transmitem-nos aos pinguins? Ou são os turistas e cientistas?
Qualquer que seja o caso, dizem os pesquisadores, uma luz amarela se acende. Como os seres humanos, os pinguins vivem em aglomerações: seus ninhos costumam ter dezenas de milhares de aves, terreno fértil para a propagação de vírus.
"Temos de lembrar que lá é sempre frio, o que ajuda a sobrevivência do vírus", diz Durigon. O contato muito próximo entre aves e mamíferos pode ajudar na gestação de um vírus realmente perigoso no futuro.
Na gripe espanhola, por exemplo, em 1918, estima-se que 50 milhões de pessoas tenham morrido por causa de um vírus H1N1 que saiu das aves para o homem. O problema naquela época, é que o micro-organismo passou a ser transmitido direto entre os humanos, o que ainda não ocorreu, por exemplo, na gripe aviária.
A nova gripe conhecida como Gripe A e também chamada H1N1, em menos de 6 meses, alastrou-se pelo mundo de forma surpreendente. Sua letalidade parece ser igual ou até inferior a da gripe antiga, no entanto é muito perigoso aceitar, como verdade absoluta, dados que foram colhidos em tão pouco tempo. Tudo indica que este novo vírus, que é uma mescla genética de vírus da gripe suína, aviária e humana, é um vírus com taxas de transmissibilidade superior ao antigo e, o que mais preocupa neste momento, são as taxas de mortalidade entre populações jovens e sadias. Ao contrário do que acreditam ou querem acreditar os gestores da saúde no Brasil, não há como prever quem vai morrer com esta doença. No início, a doença pode ser branda, mas um entre 250 pacientes morrerá. A chance disto acontecer entre algumas populações pode até ser maior ou menor, mas qualquer um pode sucumbir diante desta nova enfermidade.
Num primeiro momento a política de combate a nova doença foi estabelecida no sentido de bloquear a entrada da gripe no Brasil. Medidas bem definidas pelo Ministério da Saúde foram tomadas. Foram monitorados aeroportos, rodoviárias e fronteiras. Como se o vírus respeitasse fronteiras! Pessoas que vinham de fora do país eram potenciais doentes. É difícil pensar que o vírus fosse encontrado num destes locais. Na maior parte das vezes não é possível identificar a fonte de contágio de uma gripe; portanto, colocar como suspeitos somente aqueles que viajaram ou tiveram contato com pacientes suspeitos ou sabidamente infectados, não foi uma boa estratégia. Naquele momento, somente os pacientes com histórico de viagens ou contato suspeito poderiam receber a medicação e, para isto acontecer, deveriam antes ser testados para H1N1. Alguns pacientes morreram sem receber a medicação, pois não preenchiam os critérios.
Enquanto não temos uma vacina eficaz contra a “SWINE FLU”, devemos nos proteger ao máximo para não adquiri-la. Lavar as mãos e policiar-se para não levá-las ao rosto, parece ser medida mais eficaz do que o uso de máscaras, que só tem valor para aqueles que necessitam respirar muito próximo dos doentes ou suspeitos. No entanto se houver o contágio, o único instrumento verdadeiramente eficaz é o OSELTAMIVIR (Tamiflu). Alguns estudos canadenses já demonstraram que há uma diminuição da mortalidade e aceleração da recuperação dos doentes, porém não há dúvida que a terapia deva ser instituída rapidamente nos primeiros 2 dias da doença, pois seu benefício é tão maior quanto mais precoce se administra a medicação. Na Inglaterra, que tem um dos melhores serviços de saúde pública do mundo, a consulta é feita on line. O paciente recebe sua receita pela internet podendo buscar seu medicamento na farmácia mais próxima sem aglomerações. Tenho inveja disto.
No Brasil o Oseltamivir teria sido retirado das farmácias por iniciativa do laboratório (ROCHE). Parece que os governantes vizinhos não acharam isto razoável e, no Uruguai, Argentina e Chile, o Tamiflu está à venda no comércio.
Segundo a orientação oficial do Governo Brasileiro, até o dia 05/08/2009, aqui no Brasil somente se devia indicar a medicação para os seguintes pacientes: 1) Crianças com menos de 2 anos, 2) Idosos com mais do que 60 anos, 3) Gestantes, 4) Imunodeprimidos, 5) Portadores de doenças crônicas e finalmente - 6) “INDIVÍDUOS COM DOENÇA RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE”. Quais são os critérios para gravidade??? Se o paciente morrer 10 dias depois, todos nós saberemos que se tratava de um paciente grave. Na história natural desta doença, o paciente normalmente começa apresentar dispnéia no 4º ou 5º dia de evolução (dispnéia é o grande marcador de gravidade) e o melhor momento de iniciar a medicação é, e sempre foi, até o segundo dia de evolução. No entanto, lá no início quem decidiu que não era grave foi o médico. Se o ATO MÉDICO é soberano e quem responde por ele finalmente é o MÉDICO, por que os “BUROCRATAS DA SAÚDE” acreditam que um médico deva assinar e carimbar em baixo da sua cartilha??? Falta remédio??? Vamos economizar remédio??? Gastaremos então com internações em CTIs ??? Quantas vidas perderemos???
Até o dia 31 de julho de 2009, 56 brasileiros haviam morrido em função da nova gripe. Destes, 65% encontravam-se na faixa etária entre 20 e 45 anos. Os dados do México e dos EUA já apontavam para isto e, mesmo assim, nosso Governo recomendou não dar medicações para populações jovens sem “FATORES DE RISCO” e usa como argumento o que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda: Usar a medicação em pacientes: 1) GRAVES 2) GRUPOS DE RISCO E 3) PACIENTES COM SINTOMAS LEVES E SINAIS DE AGRAVAMENTO COMO DIFICULDADE DE RESPIRAR E DOR NO PEITO. É impressionante como um BUROCRATA tem a capacidade de confundir. Vejam bem: Como poderemos, de maneira objetiva, definir o que são os “sinais de agravamento”. Na verdade são sinais subjetivos que somente o MÉDICO, que vai assumir responsabilidade diante de uma decisão terapêutica tomada, é quem pode definir. No dia 05 de Agosto de 2009, foi noticiado na Folha de São Paulo que a OMS mudaria seu protocolo para uso do Oseltamivir. Observem que este protocolo é mais flexível que o nosso aqui no Brasil.
Muito se fala em resistência do vírus ao antiviral. Sabe-se que toda vez que iniciamos o uso de um antiviral, inicia-se um processo que tornará o vírus resistente àquele medicamento. Isto vale para qualquer antimicrobiano e nem por isso deixamos de usá-lo. Atualmente só há 4 casos de resistência do H1N1 ao Oseltamivir. Todos relacionados com uso de subdoses da medicação.
As notícias do Hemisfério Norte nos dão conta de que a GRIPE A não diminuiu o número de novos casos como se esperava para o verão. Como se sabe, esta é uma doença nova e ainda temos muito a apreender a seu respeito. De qualquer forma, permanecemos esperando que sua incidência e gravidade entre em declínio na medida que a população vai se tornando imunizada. Devemos ainda esperar um aumento de casos aqui no nosso meio nas próximas semanas, porém seria ótimo se conseguíssemos diminuir a velocidade disto, pois assim desafogaria um sistema de saúde já bastante penalizado. Medidas como suspender a volta às aulas são válidas desde que os alunos evitem aglomerados populacionais e daí por diante.
Absolutamente não vejo com bons olhos que o uso do Oseltamivir acabe aumentando a riqueza de empresas internacionais já abastadas. Sabemos que a indústria farmacêutica é uma das mais fortes do mundo e o aumento da procura só faz aumentar o preço e diminuir o poder de negociação daqueles que necessitam o remédio. No entanto, no Hospital Universitário de Santa Maria, no dia 05 de agosto de 2009, dos 9 leitos de CTI adulto disponíveis, 7 estavam ocupados por pacientescom GRIPE A suspeita ou confirmada.
Enfim, devemos lembrar que está GRIPE é diferente da gripe antiga, pois tudo indica que suas taxas de transmissibilidade são maiores e, portanto esperamos um maior número da casos, os sintomas são mais severos e duram mais, e a mortalidade em jovens está sendo bem maior do que se espera para qualquer outra doença respiratória. Espero que, ao ser publicado, este texto já esteja ultrapassado e, que nossos Gestores da Saúde já tenham mudado sua conduta, não só diante desta nova doença, mas também diante da SAÚDE como um todo.
No Lacen, espera pelos resultados dos exames diminuirá de 10 a 15 dias para 72 horas
A transformação do Laboratório Central do Estado (Lacen) no quinto centro capacitado no país para realizar de identificação da gripe A, confirmada nesta quarta-feira, diminuirá o tempo de espera pelos resultados dos exames de 10 a 15 dias para 72 horas.
A previsão é de que os exames passem a ser feitos a partir de sábado, com a aprovação do Ministério da Saúde e a entrega do material necessário para o trabalho. Serão analisadas 50 amostras por dia.
Em Porto Alegre, 66% das amostras coletadas com suspeita de gripe A ainda não foram processadas pela Fiocruz, do Rio, que vinha realizando as análises das amostras.
A agilidade no diagnóstico ajudará a descarte de casos de pacientes em observação, cujos exames apontarem negativo para a gripe A, além de mostrar um quadro mais real do número de infectados.
Como o vírus muda conforme a região, os exames vão identificar qual variante do A (H1N1) contagia os gaúchos. Os dados serão enviados para a Fiocruz, no Rio, que credenciou também os laboratórios Evandro Chagas (PA), Adolfo Lutz (SP) e Laboratório Central de Saúde Pública (PR). Isso pode colaborar na elaboração de uma vacina mais precisa.
O governo do Estado não divulgou o valor investido nos exames, nem o custo unitário. ZERO HORA
Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas, o Ministério da Saúde traz um série de recomendações.
A ) Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas: • Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas. Substituir as máscaras sempre que necessário. • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável. • Evitar locais com aglomeração de pessoas. • Evitar o contato direto com pessoas doentes. • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal. • Evitar tocar olhos, nariz ou boca. • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. • Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas. • Não usar medicamentos sem orientação médica. B ) Aos viajantes procedentes de áreas afetadas: Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (H1N1) em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem: • Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima. • Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem. Para informações adicionais sobre medidas preventivas estabelecidas pelas autoridades de saúde das áreas afetadas, acesse: INFLUENZA A (H1N1) Outras informações: Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol) http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es Organização Mundial da Saúde (em inglês) http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html
O Ministério da Saúde vai mudar a política de tratamento para a Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. Em vez de um protocolo rígido, único para todo o País, a forma do uso do antiviral oseltamivir (comercializado com o nome de Tamiflu) ficará a critério do médico, desde que respeitadas determinações da vigilância local. Isso significa que o profissional poderá iniciar o tratamento com o remédio quando quiser, com a dose que achar necessária e pelo tempo que julgar mais indicado. Em alguns casos – pacientes em estado muito grave, internados, com vômito ou entubados – será possível até mesmo duplicar a dose.
As mudanças fazem parte de um manual, que está sendo preparado pelo Ministério da Saúde e que deverá ser lançado ainda esta semana. “Tudo deverá ser feito de acordo com argumentações científicas. É dada liberdade ao profissional, mas que deve ser usada de forma criteriosa”, afirmou o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, David Uip. Até agora, o uso do medicamento está restrito para pacientes com sintomas de agravamento e pessoas com gripe que apresentem fatores de risco.
O infectologista participou, ao lado de mais de uma dezena de especialistas, de uma discussão ontem com integrantes do Ministério da Saúde para tratar de alterações na forma da condução do tratamento. Segundo ele, as mudanças foram feitas para dar maior agilidade e flexibilidade ao tratamento. Uma das preocupações é aumentar os cuidados com pacientes considerados de alto risco, principalmente mulheres grávidas.