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domingo, 4 de julho de 2010

Falta de desejo sexual na mulher está associada a um maior nível de estresse

Os resultados foram apresentados no encontro anual da Sociedade Internacional para o Estudo da Saúde Sexual da Mulher

Novos dados de um amplo estudo europeu mostraram que mulheres com baixo desejo sexual afirmaram ter mais emoções negativas, como insatisfação com suas vidas sexuais, sentirem-se culpadas por terem dificuldades com o sexo e com altos níveis de estresse por conta desses problemas.

Os resultados, apresentados no encontro anual da Sociedade Internacional para o Estudo da Saúde Sexual da Mulher, foram baseados no Desire® (sigla em inglês para “Desejo e seus Efeitos na Sexualidade Feminina Incluindo Relacionamentos”), estudo que utilizou uma série de questionários e entrevistas conduzidas com mais de 65 mil mulheres em cinco países europeus. Entre as entrevistadas, aproximadamente 5 mil foram identificadas com baixa de libido e estresse associado à condição.

Aproximadamente 1 em cada 10 mulheres sofre do chamado Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH) uma condição normalmente pouco diagnosticada, sem relações com uso de medicamentos nem com condições clínicas, e que pode influenciar negativamente nas relações com parceiros e cônjuges.

“Muitas das mulheres que sofrem com TDSH sentem muita culpa e sentimentos relacionados com confusão mental”, diz Sheryl Kingsberg, pesquisadora da Universidade de Case Western Reserve, nos EUA. “Elas também reportam grande sentimento de distância dos parceiros. O impacto da TDSH é significativo e o estudo apresentado proporciona uma maior compreensão do problema, somando os dados relativos ao estresse sentido por essas mulheres.”


Fonte:sis.saúde

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vinho tinto pode melhorar a saúde sexual das mulheres, indica pesquisa

Os pesquisadores avaliaram se existiria uma ligação entre a ingestão diária de vinho tinto e a função sexual



A ingestão regular moderada de vinho tinto pode estar associada à melhora de diversos aspectos da sexualidade feminina, segundo estudo italiano publicado no Journal of Sexual Medicine. Avaliando 798 mulheres com idades entre 18 e 50 anos, os pesquisadores notaram que o consumo da bebida estava associado a uma maior pontuação em um índice de função sexual feminina para o desejo sexual, melhor lubrificação e função sexual global.
Os pesquisadores avaliaram se existiria uma ligação entre a ingestão diária de vinho tinto e a função sexual em uma amostra de mulheres italianas sem queixa de distúrbios sexuais, que foram dividas em três grupos: ingestão diária moderada de vinho tinto (uma a duas taças); abstêmias; e ingestão diária de mais de duas taças de vinho tinto e/ou outras bebidas alcoólicas, bem como aquelas que relataram beberem ocasionalmente. Todas as participantes preencheram o questionário Índice de Função Sexual Feminina (Female Sexual Function Index - FSFI) e foram solicitadas a relatar o tipo e a quantidade de bebida alcoólica ingerida.
O grupo de consumo moderado teve maior pontuação total (p=0,001), bem como maior pontuação nos critérios de desejo e lubrificação (p=0,001) no FSFI do que as participantes do segundo e do terceiro grupo. Não foram observadas diferenças entre os grupos com relação à prática de atividade sexual, satisfação, dor e orgasmo. A análise univariada mostrou uma correlação significativa entre a idade, consumo de álcool (p=0,009) e uma melhor pontuação no questionário. E, na análise multivariada, o consumo de álcool foi o parâmetro prognóstico independente (p=0,002) para predizer uma melhor pontuação no questionário.
Baseados nos resultados, os pesquisadores concluíram que, "tomando-se todos os cuidados de interpretação, pode-se sugerir que existe uma relação potencial entre o consumo de vinho tinto e a sexualidade feminina".

Fonte: sis.saúde

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Papiloma vírus e riscos à saúde

Conheça mais a respeito

Introdução

O vírus popularmente conhecido como HPV (papiloma vírus) é pertencente à família Papovaviridae. Sua transmissão ocorre por vias sexuais; e manifesta-se, geralmente, na pele e mucosas genitais (a chamada “crista de galo”). Está presente em ambos os sexos e sua prevalência é alta. Estima-se que cerca de 20% da população sexualmente ativa esteja infectada (BASEMAN e KOUTSKY, 2005) e são conhecidos mais de 120 tipos de HPV.
A contaminação com o vírus ocorre de forma predominantemente sexual, associando-se também ao consumo de drogas. A maior incidência é em mulheres jovens (até 25 anos), pois, diminui com o passar da idade (HERRERO et al., 2000). Além disso, estudos indicam que, quanto maior a idade do parceiro do sexo masculino, maiores são as chances de contaminação para a mulher (BASEMAN e KOUTSKY, 2005).
Embora alguns casos se manifestem de modo benigno, por meio de verrugas que não causam maiores complicações clínicas, existem casos de agravamentos que progridem em óbito. Dessa forma, é de relevância e pertinência a discussão deste tema, que engloba não somente a saúde da mulher, mas temáticas que perpassam tópicos de educação sexual e comportamentos de risco.

Para entender melhor

Os dados epidemiológicos sobre a prevalência do vírus HPV são escassos no Brasil e no Mercosul. Estudos indicam que as variações entre populações são grandes, entre 1,4% de prevalência em mulheres espanholas até 25,6% em países como Nigéria (BEUTNER e TYRING, 1997).
Sabe-se que as taxas de transmissão do vírus são muito altas, pois, ocorrem majoritariamente via sexual e mesmo os preservativos não são suficientes para impedir a infecção. A doença é tão prevalente que 80% da população, em média, tende a apresentar alguma experiência ao longo da vida com o HPV (BURCHELL et al., 2006).
Estudos indicam forte associação do HPV de alto risco com as neoplasias intra-epiteliais cervicais (TULIO et al., 2007), o câncer cervical invasivo (RAMA et al., 2008; SCHIFFMANN e BRINTON, 1995) e outras doenças graves (INSINGA et al., 2005; KOUTSKY et al., 1988). Tal fato ocorre, em parte, em decorrência de que o organismo não consegue desenvolver anticorpos necessários ao combate do vírus.
Para o diagnóstico correto são sugeridos exames das verrugas genitais por meio de consulta aos profissionais capacitados, como urologistas, infectologistas, ginecologistas ou dermatologistas. Porém, nos casos mais graves ou quando manifestações externas não se fazem presentes, são necessários exames citopatológicos, como é o caso do preventivo papanicolau, bem como o emprego de técnicas de diagnóstico molecular.

Novos achados em pesquisas clínicas

Um estudo suíço recente (COTTIER et al., 2009) apontou para a importância da prevenção da doença. Nessa pesquisa, 169 mulheres foram avaliadas em relação aos riscos relativos a diferentes tipos do vírus HPV e foram distribuídas em três grupos: o primeiro, composto só por mulheres com o vírus HPV-16; o segundo, com mulheres com o vírus HPV-16 e outra variação de baixo risco; e o terceiro, com mulheres com o vírus HPV-16 e outra variação de alto risco. Os pesquisadores concluíram que as mulheres do grupo HPV-16 e outra variação de alto risco obtiveram maiores chances de evolução não benigna para outras patologias.
Na Espanha, pesquisadores buscaram investigar a relação do vírus HPV com a neoplasia do esôfago (JUNQUERA et al., 2009). A amostra foi constituída por 20 pessoas com tal diagnóstico. Foram examinadas mucosas normais e tumorais. Os resultados indicaram que mais da metade (54%) apresentava, no mínimo, uma variação do vírus HPV, mais incidente nas pessoas com carcinoma escamoso. Desse modo, há indícios de que o HPV serve como fator de risco para mais de uma patologia grave.
Estudo a ser publicado (VELÁZQUEZ-MÁRQUEZ et al., 2009) trouxe importante acréscimo ao conhecimento da prevalência da doença, bem como averiguou a associação entre os tipos mais graves de HPV com o câncer cervical. Os pesquisadores estudaram amostras de 326 mulheres mexicanas através do exame Papanicolau.
Os resultados da pesquisa levaram ao grupo de pesquisadores a concluir que o HPV, de modo geral, é o agente causal diretamente relacionado ao maior número de mortes de mulheres mexicanas. Isto ocorre na medida em que o câncer cervical é o responsável pela maior parcela de óbitos femininos neste país, estritamente relacionado ao HPV, mais especificamente ao HPV do tipo 16. Esses achados corroboram com o estudo de Cottier e colaboradores (2009).
Contudo, já existe disponível no mercado vacinas para os dois tipos mais graves do HPV, que se associam ao câncer de colo do útero com maiores freqüências, que são o tipo 16 e 18. Essa vacina é considerada uma “revolução” em termos de prevenção do câncer. Desse modo, recomenda-se que as pessoas pertencentes ao grupo de risco busquem informações com profissionais capacitados com a finalidade de evitar maiores problemas em decorrência do HPV.
A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacinação preferencialmente até os 26 anos, alegando que, neste período, há uma maior probabilidade de ainda não ocorrer o contato com o vírus. Em países como Itália (MENNINI et al, 2009), Suíça (SZUCS et al., 2008), Estados Unidos (ELBASHA et al., 2007), Espanha (CORTÉS-BORDOY et al., 2009) e Canadá (BRISSON et al., 2007), a vacina anti-HPV (aprovada em 2007 para o uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Avisa) é compreendida como uma solução barata a eficaz na prevenção e promoção da saúde pública.

Discussão

Embora muitos casos não impliquem em maiores complicações clínicas, de acordo com o tipo do vírus que ocorre a contaminação, a comunidade científica faz um alerta no sentido de que o vírus HPV pode ser um “facilitador” de doenças mais graves em decorrência de alterações do poder imunológico do organismo.
Além disso, a distribuição da prevalência da doença segue um gráfico em “U”, ou seja, possui maior prevalência na idade jovem, existindo uma queda na idade adulta e ressurgindo após os 55 anos. As mulheres são particularmente as mais prejudicadas pelo vírus, que é associado a uma diversidade de cânceres específicos ao sexo feminino. Assim, iniciativas e estudos que investiguem as causas dessa distribuição e prevalência são válidos para que medidas terapêuticas e preventivas possam ser empregadas.

Referências

BASEMAN, J. G.; KOUTSKY, L. A. The epidemiology of human papillomavirus infections. Journal of Clinical Virology, v. 32, n. 1, p. S16-24, mar. 2005.
BEUTNER, R.; TYRING, S. Human papillomavirus and human disease.The American Journal of Medicine, v. 102, n. 5A, p. 9-15, mai. 1997.
BRISSON, M. et al. Potential cost-effectiveness of prophylactic human papillomavirus vaccines in Canada. Vaccine, v. 25, n. 29, p. 5399–5408, jul. 2007.
BURCHELL, A. N. et al. Epidemiology and transmission dynamics of genital HPV infection. Vaccine, v. 24, n. 3, p. 52-61, ago. 2006.
CORTÉS-BORDOY, J. et al.Vacunas profilácticas frente al virus del papiloma humano: Documento de consenso 2008. SEMERGEN - Medicina de Familia, v. 35, n. 1, p. 20-28, jan. 2009.
ELBASHA, E. H; DASBACH, E. J.; INSINGA, R. Model for assessing human papillomavirus vaccination strategies. Emerging Infectious Diseases, v. 13, n. 12, p. 1958-1959, dez. 2007.
COTTIER, O. et al. Clinical follow-up of women infected with human papillomavirus-16, either alone or with other human papillomavirus types: identification of different risk groups. American Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 200, n. 3, p. 286.e1-286.e6, mar. 2009.
INSINGA, R. P.; DASBACH, E. J.; ELBASHA, E. H. Assessing the annual economic burden of preventing and treating anogenital human papillomavirus-related disease in the US: analytic framework and review of the literature. Pharmacoeconomics, v. 23, p. 1107–1122, 2005.
JUNQUERA, F. S. et al. Alta prevalencia del Virus del Papiloma Humano en una población Española con neoplasia de esófago. Gastroeneterología y Hepatologia, v. 32, n. 3, p. 32, mar. 2009.
KOUTSKY, L. A.; GALLOWAY, D. A.; HOLMES, K. K. Epidemiology of genital human papillomavirus infection. Epidemiologic Reviews, v. 10, p. 122–163, 1988.
HERRERO, R. et al. Population based study of HPV infection and cervical neoplasia in rural Costa Rica. Journal of the National Cancer Institute, v. 92, n. 6, p. 64-74, mar. 2000.
MENNINI, P. et al. Health and economic impact associated with a quadrivalent HPV vaccine in Italy. Gynecologic Oncology, v. 112, n. 2, p. 370-376, fev. 2009.
RAMA, C. H. et al. Prevalência do HPV em mulheres rastreadas para o câncer cervical. Revista Saúde Pública, v. 42, n.1, p.123-130, 2008.
SCHIFFMANN, M. H.; BRINTON, L. A. The epidemiology of cervical carcinogenesis. Cancer, v. 76, p. 1888-901, 1995.
SZUCS, T. D. et al. Cost-effectiveness analysis of adding a quadrivalent HPV vaccine to the cervical cancer screening programme in Switzerland. Current Medical Research and Opinion, v. 24, n. 5, p. 1473–1483, mai. 2008.
TULIO, S. et al. Relação entre a carga viral de HPV oncogênico determinada pelo método de captura híbrida e o diagnóstico citológicode lesões de alto grau. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 43, n.1, p. 31-35, fev. 2007.
VELÁZQUEZ-MÁRQUEZ, N. et al. Prevalence of human papillomavirus genotypes in women from a rural region of Puebla, Mexico. International Journal of Infectious Diseases, no prelo, 2009.

Fonte: SIS.Saúde

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sexualidade feminina

Conversar com o parceiro pode ajudar no alcance do orgasmo

Na hora da relação sexual, atingir o orgasmo ainda é uma grande dificuldade para boa parte das mulheres. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais.

Mas, por que chegar ao clímax é assim tão complicado? De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais acarreta problemas é o lado psicológico da mulher. "A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença", explica.
Orgasmo

A falta do orgasmo faz muitas mulheres acreditarem que são frígidas pelo fato de não chegarem ao orgasmo. Mas nem sempre é esse o motivo, já que a frigidez se caracteriza quando a mulher não apresenta nenhum desejo sexual. "Na realidade, ela não chega ao orgasmo porque não tem vontade alguma de fazer sexo. Outra característica do problema é a falta de lubrificação vaginal", diz o ginecologista.

Ter paciência e conhecer o próprio corpo pode ser um grande passo para conseguir alcançar o clímax. "As mulheres, em geral, apresentam uma demora maior quando o assunto é chegar ao orgasmo, isso é fisiológico", explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano. "Os homens são mais rápidos, mas a relação sexual vai muito além da penetração, que normalmente é o que leva ao orgasmo masculino", diz ele. "Todo o preparo prévio, seja o clima romântico, as preliminares ou as carícias são fundamentais para que as mulheres cheguem ao orgasmo com mais facilidade", diz ele. Mas não é só isso.

Orgasmo

Muitas vezes, pequenas atitudes podem agilizar o processo. A consultora de RH, Renata, diz que só resolveu o problema depois de reconhecer o que a fazia sentir prazer. "Namorava há mais de dois anos e nunca tinha chegado ao orgasmo. Então, resolvi procurar ajuda de um especialista, que sugeriu que eu me tocasse para conhecer melhor meu corpo, além de conversar abertamente com meu namorado. Segui seus conselhos e consegui me soltar mais na cama, e, consequentemente, o orgasmo apareceu", diz.

Outras alternativas

Para facilitar a chegada ao orgasmo, é preciso conhecer o corpo feminino, e isso vale tanto para os homens quanto para as próprias mulheres. A masturbação é uma aliada, quando o assunto é chegar ao clímax, e a mulher pode usar o artifício em diversas ocasiões. "A mulher pode se masturbar sozinha, seja para reconhecer o corpo ou para sentir prazer, mas também pode usar o método durante as relações sexuais para provocar a excitação", diz o especialista.

"A mulher pode se masturbar sozinha, mas também pode usar o método durante as relações sexuais"

Dicas para atingir o orgasmo com mais facilidade:

- Converse com o seu parceiro

- Não se prenda só ao orgasmo, aproveite as preliminares

- Toque seu próprio corpo

- Fale o que você deseja na hora do sexo

- Esqueça os problemas e aproveite o momento

Como reconhecer que você teve um orgasmo
- Podem acontecer contrações involuntárias da plataforma orgástica (parte externa da vagina)

- O clitóris fica ereto e sensível ao toque

- Os lábios vaginais ficam inchados e podem ficar mais escuros

- A respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos aumentam

- Perde-se o controle muscular voluntário, podendo ocorrer diversas contrações de músculos, do rosto, braços e pernas

- Segundos depois do orgasmo, pode aparecer uma sensação de relaxamento e tranquilidade.

Fonte: sis.saúde

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Herpes genital

Conheça mais a respeito

O que é?

Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causada por um grupo de vírus. É transmitida, na maioria das vezes, por relação sexual, mas também pode ser transmitida por roupas íntimas, toalhas etc.

Como identificar?

Lesões em forma de pequenas bolhas agrupadas que, em 4-5 dias, se transformam em feridas, e que cicatrizam-se espontaneamente. As lesões são muito dolorosas e precedidas por vermelhidão local.

Tratamentos:

Ainda não existe tratamento eficaz para curar o herpes, apenas para diminuir os efeitos e a freqüência das crises.

Período de Incubação:

Indeterminado

Complicações/Conseqüências:

Aborto espontâneo, parto prematuro, infecções nos órgãos genitais e no aparelho urinário.

Prevenção:

Uso da camisinha.


Autor: SIS.SAÚDE
Fonte: Terra - Vida e Saúde

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma em cada cinco mulheres não atinge orgasmo

Maioria dos distúrbios sexuais é causada por problemas psicológicos, sociais ou culturais

Uma em cada cinco mulheres não chega ao orgasmo durante as relações sexuais. Esse é o resultado de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde no Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), do Hospital Estadual Pérola Byington, em São Paulo. Segundo o estudo, a maioria dos distúrbios sexuais é tem origem psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas orgânicos, como alterações hormonais ou transtornos provocados por patologias do corpo.

A pesquisa feita com base em 455 atendimentos realizados no hospital, entre 2007 e 2008, revelou que 48,5% das mulheres sofriam de distúrbio do desejo sexual hipoativo (falta de interesse sexual). Do total de pacientes, 18,2% recebeu diagnóstico de anorgasmia (falta de orgasmo) e outras 5,2%, de inibição sexual generalizada. Entre as principais queixas estão dor durante o coito (10%), sentimento de inadequação sexual (4,9%) e falta de excitação (2%).

Autor: SIS.SAÚDE
Fonte: Mente e Cérebro

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vasectomia não pode ser banalizada

A cirurgia para sua reversão ─ recanalização dos condutos deferentes ─ é mais complicada e trabalhosa que a vasectomia

Um alerta aos homens jovens, especialmente na faixa de 18 a 24 anos: a vasectomia não pode se tornar uma cirurgia corriqueira. Visando desencorajar a esterilização precoce, o Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de baixar resolução com normas técnicas para a cirurgia de esterilização masculina.

Segundo o Conselho, o médico que se propuser a realizar este tipo de cirurgia terá de estar habilitado também para reverter o processo, pois o paciente pode se arrepender posteriormente e, em muitos casos, a reversão não será possível.

O conselheiro Edvard Araújo, coordenador da Comissão do Médico Jovem do CFM, alerta que "o percentual de insucessos é grande quando um homem pretende refazer sua capacidade de ser pai, por isso a vasectomia não pode se transformar em procedimento massificado".

Dados revelam que 17% se arrependem ao longo da vida, especialmente por alterações psicológicas e emocionais. Segundo Araújo, o ato médico de esterilização cirúrgica masculina "não é apenas um procedimento de esterilização, mas um ato mais complexo que exige cuidados não previstos em lei”. Daí a preocupação de que o médico que realizou a vasectomia esteja apto também a outros tipos de intercorrências e à reversão do procedimento.

Para assegurar maior segurança aos pacientes, o CFM estabeleceu o prazo de 60 dias entre a vontade manifestada e a realização da cirurgia, para que o homem possa amadurecer sua decisão. Este prazo é considerado importante para a conscientização dos homens sobre os vários métodos de contracepção disponíveis.

O Conselho ressalta ainda que antes de se submeter à vasectomia, o paciente deve buscar informações completas sobre o procedimento, procurar um médico devidamente habilitado e considerar todas as repercussões da esterilização e suas consequências, como a necessidade de uma reversão.

Segundo o médico urologista, Mario Delgado, a reversibilidade da vasectomia envolve muita confusão. A vasectomia é reversível sim, porém a taxa de sucesso da cirurgia de reversão pode variar muito, dependendo do caso. Por exemplo: caso o homem tenha se submetido à vasectomia há mais de 5 anos, a chance de sucesso com a reversão é bem menor que se ele tivesse feito a cirurgia há 2 anos. Além disso, a cirurgia de reversão é muito mais delicada e deve ser realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia troncular, com a utilização de material microcirúrgico, incluindo microscópio.

“Quando me perguntam se a vasectomia é reversível, minha resposta imediata é não”, comenta Delgado. Tecnicamente, é possível recanalizar o vaso deferente com o uso de instrumentos que ampliam a imagem, porém, muitas vezes, mesmo com o retorno do espermatozóide ao sêmen, nota-se uma nítida dificuldade de ocorrer a gravidez. Isto acontece por formação de anticorpos antiespermatozóide produzidos pelo próprio homem após a realização da vasectomia.

Assim, segundo Delgado, a vasectomia pode ser o melhor método anticoncepcional, mas somente para casais absolutamente convencidos de que realmente não quererem ter mais filhos. Se não existir essa convicção, é preferível optar por outros métodos anticoncepcionais.

Autor: sis.saúde
Fonte: Scientific American

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Genes podem influenciar precocidade sexual, diz estudo

Os pesquisadores examinaram a vida de mais de mil adolescentes

Pesquisadores dos Estados Unidos sugeriram que a genética pode explicar por que jovens que vivem em lares sem pai iniciam sua vida sexual antes das outras.

Os pesquisadores examinaram a vida de mais de mil adolescentes de 14 anos ou mais e que eram primos e analisaram perfis genéticos, além de fatores sociais como pobreza, oportunidades para educação e religião.

Quanto mais genes os adolescentes tinham em comum, mais próxima a idade em que tiveram a sua primeira relação sexual, independentemente da presença ou não do pai.

O estudo, publicado na revista "Child Development", diz que várias teorias destacam os fatores ambientais que influenciam esta associação entre pais ausentes e sexo precoce.

Fatores sociais

Uma das pesquisas sugere que, como as crianças observam uma relação instável e tensa entre os pais, elas aprendem que as pessoas não são confiáveis e crescem mais interessados em gratificação sexual do que em criar filhos.

Outra conclui que, como os adolescentes criados em lares com um só adulto podem vê-los engajados em comportamento sexual com parceiros com quem não são casados, podem considerar normal o sexo fora do casamento.

Uma terceira teoria sugere que uma família com um só adulto pode encorajar o adolescente a iniciar a vida sexual mais cedo por falta de controle dos pais. Ou seja, pai e mãe podem monitorar mais de perto as atividades do filho e suas redes sociais, reduzindo a oportunidade para praticar o sexo.

Resultados

Os pesquisadores da Universidade de Oregon compararam a média de idade da primeira relação sexual entre crianças cujos pais estavam sempre ausentes, parcialmente ausentes ou sempre presentes durante toda a infância.

Das crianças cujos pais estavam sempre ausentes, 63,2% disseram ter tido relações sexuais. No caso de pais ocasionalmente ausentes, esse índice foi de 52,5%.

Só 21% das crianças cujos pais estavam sempre presentes disseram ter vivido uma relação sexual.

A média de idade para a primeira relação sexual para crianças com pais sempre ausentes foi de 15,28. No segundo grupo a média foi de 15,36 e no terceiro, 16,11.

A chefe do estudo, Jane Mendle, disse: "A associação entre a ausência do pai e a sexualidade das crianças é melhor explicada pelas influências genéticas do que apenas por teorias ambientais".

"Claramente não existe um 'gene da ausência do pai', mas há fatores genéticos vindos de mães e pais que aumentam a probabilidade de um comportamento sexual mais precoce em seus filhos".

"Eles incluem impulsividade, uso e abuso de drogas, tendência a brigar e a buscar emoções fortes".

Mas Mendle disse que seu estudo não tem o poder de discriminar de maneira conclusiva entre fatores genéticos e ambientais e é necessário fazer pesquisas com um número maior de crianças.

Simon Blake, da ONG britânica para saúde sexual, Brook Advisory Centre, colocou em dúvida a ideia de que os genes são um fator preponderante na sexualidade precoce.

"Nós sabemos, graças a pesquisas, que os fatores associados aos jovens terem a primeira relação sexual mais cedo são: mau desempenho na escola, aprendendo sobre sexo só com amigos e mídia, situação sócio-econômica, experiência sexual precoce e a idade menor em que as meninas começam a menstruar".

"Todos os adolescentes precisam ter acesso a serviços confidenciais de saúde sexual, além de educação de boa qualidade sobre sexo e relacionamentos".

Fonte: sissaúde / Uol Ciência e Saúde