segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Estudo derruba o mito da aspirina como prevenção

Nova pesquisa diz que uso de medicamento deve ser mais criterioso



Muitas pessoas tomam um comprimido de aspirina diariamente - ou eventualmente - acreditando que assim estão se prevenindo de doenças cardíacas, como enfartes e derrames.
Porém, o uso deste medicamento por pessoas que não apresentam sintomas claros de doenças cardiovasculares deveria ser evitado. É o que recomendam pesquisadores britânicos, com base em estudo publicado na revista médica Drugs and Therapeutics Bulletin.
A pesquisa sustenta que a aspirina pode causar sangramentos internos sérios e não previne mortes por doenças cardiovasculares em pacientes sem indicação médica, de acordo com reportagem da BBC. A Drugs and Therapeutics Bulletiné uma publicação britânica independente que avalia e faz recomendações sobre tratamentos a profissionais de saúde. O estudo recomenda que médicos reavaliem o assunto e revejam a prescrição da aspirina como preventivo para problemas cardiovasculares.
Indicações Doses de aspirina costumam ser recomendadas a pacientes que tiveram ataques cardíacos e derrames para prevenir mais ataques.
Esta abordagem, segundo o estudo citado pela BBC, teria benefícios confirmados. Porém, estimase que milhares de pessoas estejam tomando a aspirina como medida preventiva mesmo sem apresentar qualquer sintoma de problemas cardíacos. E, o pior, sem orientação médica.
Entre 2005 e 2008, foram publicadas na Grã-Bretanha recomendações sugerindo que a aspirina devesse ser receitada a pacientes que não apresentavam sintomas de doença cardiovascular. Mas seriam pessoas com mais de 50 anos sofrendo de diabetes do tipo 2 e pressão alta, segundo a BBC.
Porém, de acordo com o estudo, uma análise recente de seis experimentos envolvendo um total de 95 mil pacientes publicada na revista científica Lancet não apoia o uso rotineiro de aspirina nesses pacientes por causa do risco de sangramentos gastrointestinais e pelo impacto mínimo que a droga tem na diminuição do número de mortes.
O presidente do Royal College of General Practitioners, entidade que representa os médicos britânicos, disse que a entidade vai endossar as novas recomendações. É o que diz uma representante da entidade beneficente britânica British Heart Foundation, June Davison: - Aconselhamos às pessoas que não tomem aspirina diariamente, a não ser que chequem com o médico.
A melhor maneira de reduzir o seu risco de desenvolver doenças cardíacas é evitar o fumo, seguir uma dieta pobre em gorduras saturadas e rica em frutas e legumes e fazer atividades físicas regularmente.

Fonte: sis.saúde

Vinho tinto pode melhorar a saúde sexual das mulheres, indica pesquisa

Os pesquisadores avaliaram se existiria uma ligação entre a ingestão diária de vinho tinto e a função sexual



A ingestão regular moderada de vinho tinto pode estar associada à melhora de diversos aspectos da sexualidade feminina, segundo estudo italiano publicado no Journal of Sexual Medicine. Avaliando 798 mulheres com idades entre 18 e 50 anos, os pesquisadores notaram que o consumo da bebida estava associado a uma maior pontuação em um índice de função sexual feminina para o desejo sexual, melhor lubrificação e função sexual global.
Os pesquisadores avaliaram se existiria uma ligação entre a ingestão diária de vinho tinto e a função sexual em uma amostra de mulheres italianas sem queixa de distúrbios sexuais, que foram dividas em três grupos: ingestão diária moderada de vinho tinto (uma a duas taças); abstêmias; e ingestão diária de mais de duas taças de vinho tinto e/ou outras bebidas alcoólicas, bem como aquelas que relataram beberem ocasionalmente. Todas as participantes preencheram o questionário Índice de Função Sexual Feminina (Female Sexual Function Index - FSFI) e foram solicitadas a relatar o tipo e a quantidade de bebida alcoólica ingerida.
O grupo de consumo moderado teve maior pontuação total (p=0,001), bem como maior pontuação nos critérios de desejo e lubrificação (p=0,001) no FSFI do que as participantes do segundo e do terceiro grupo. Não foram observadas diferenças entre os grupos com relação à prática de atividade sexual, satisfação, dor e orgasmo. A análise univariada mostrou uma correlação significativa entre a idade, consumo de álcool (p=0,009) e uma melhor pontuação no questionário. E, na análise multivariada, o consumo de álcool foi o parâmetro prognóstico independente (p=0,002) para predizer uma melhor pontuação no questionário.
Baseados nos resultados, os pesquisadores concluíram que, "tomando-se todos os cuidados de interpretação, pode-se sugerir que existe uma relação potencial entre o consumo de vinho tinto e a sexualidade feminina".

Fonte: sis.saúde

Gato contrai gripe suína nos EUA

O animal de 13 anos aparentemente contraiu o vírus de um dos moradores da casa



Um gato no estado de Iowa foi infectado pelo vírus H1N1, a primeira vez que um felino é diagnosticado com a nova gripe, informou a Associação Americana de Medicina Veterinária nesta quarta-feira.


O gato de 13 anos aparentemente contraiu o vírus de um dos moradores da casa, disse o grupo em comunicado. O animal se recuperou e, aparentemente, não infectou ninguém nem outro animal.


Porcos são a fonte original do vírus H1N1, que já foi encontrado também em um furão, animal especialmente suscetível ao vírus da gripe humana.


"Dois dos três membros da família que é dona do gato sofreram com gripe antes de o gato adoecer", disse em comunicado Ann Garvey, do Departamento de Saúde Pública Veterinária de Iowa.


"Isso não é totalmente inesperado, pois outras cepas de gripe foram encontradas em gatos no passado".


O gato e seus donos já se recuperaram da doença.


Cães e cavalos também podem pegar várias cepas da gripe, embora nenhum desses animais tenha sido diagnosticado com o H1N1 até agora.


"Bichos de estimação que vivem dentro de casa perto de alguém doente correm risco e é aconselhável monitorar a saúde deles para garantir que não estão mostrando sinais da doença", disse o veterinário David Schmitt.


A nova gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína, é transmitida facilmente entre humanos e infectou milhares de pessoas no mundo desde março, causando a morte de ao menos 5.000 pacientes.


Fonte: sis.saúde

Médico comenta a necessidade de rapidez após acidente vascular cerebral

Desobstrução de artéria via rTPA só é efetiva nas primeiras 3 horas



Quando atingido por um acidente vascular, o cérebro humano pode ser salvo se receber tratamento adequado e a tempo. Os acidentes vasculares cerebrais são causados quando uma artéria se rompe, sangrando dentro do cérebro, ou quando fica obstruída por um coágulo, impedindo o sangue de alimentar as células.
Existe um tratamento para desobstruir as artérias: trata-se da injeção de uma substância capaz de dissolver esses coágulos. O ativador tissular do plasminogênio, chamado de rTPA, atua sobre o coágulo e pode restaurar o fluxo natural de sangue.
Infelizmente, poucos pacientes recebem esse tratamento.
Mesmo nos Estados Unidos, segundo um trabalho realizado pela Cleveland Clinic de Ohio, somente 2% das vítimas de acidentes vasculares cerebrais recebem o tratamento com o rTPA.
No Brasil, mesmo nas grandes capitais, poucos hospitais conseguiram se organizar para receber os pacientes e conseguir iniciar o tratamento de pronto.
A principal causa para essa pequena utilização está no fato de que o tratamento só é efetivo se for administrado nas primeiras três horas após o início dos sintomas.
Além dessa razão, existem contraindicações ao método que devem ser respeitadas pela equipe que está atendendo à vítima do derrame (como é chamado o acidente vascular cerebral pela população).
Um paciente tratado a tempo pode ficar sem déficits neurológicos ou ter as consequências do acidente vascular bastante diminuídas.
Duas frentes de trabalho se apresentam: a população deve conhecer os sintomas de um acidente vascular cerebral e saber que o tempo é crucial para o desfecho dessa situação.
Por outro lado, as estruturas de saúde devem estar preparadas e equipadas do ponto de vista tecnológico e de pessoal especializado para prestar o atendimento imediato que essa emergência médica demanda.
Quais são os sinais que devem ser observados?
* Perda súbita da força ou dos movimentos em um dos membros ou face, geralmente atingindo um dos lados do corpo
* Perda da visão de um dos olhos de forma súbita
* Dificuldade de equilíbrio do corpo para caminhar ou mesmo se manter de pé
* Dor de cabeça súbita e muito intensa inesperada

Uma observação importante: todos esses sinais podem ocorrer de forma fugaz com recuperação espontânea, mas mesmo assim a avaliação especializada é indispensável.

Fonte: sis.saúde

Brasil é o 6º país com medidas mais eficazes contra o aquecimento, diz relatório

O relatório salienta que as políticas climáticas não apenas geram benefícios ambientais, mas também melhoraram e diversificam a economia



As ações brasileiras para reduzir as emissões provocadas pelo desmatamento na Amazônia ficaram em sexto lugar em uma lista que classifica as melhores medidas específicas na luta contra o aquecimento global, apresentada nesta quinta-feira na Espanha.


Intitulado "O melhor e o pior das políticas climáticas e da recuperação econômica", o relatório apresentado pelas ONGs ambientais WWF e E3G, avalia as ferramentas utilizadas pelos países do G20, medindo o sucesso ambiental e econômico.
Na primeira e segunda posição ficou um programa de "eficiência energética em edifícios" do governo alemão.


O relatório salienta que as políticas climáticas não apenas geram benefícios ambientais, mas também melhoraram e diversificam a economia, levando-se em conta que os países do G20 são responsáveis por três quartos das emissões de gases de efeito estufa no mundo.


"Este relatório mostra que os governos que aplicam medidas para combater a mudança climática terão êxito e ocuparão uma posição de liderança", disse Kim Carstensen, diretor da iniciativa global das alterações climáticas da WWF.


"Apelamos ao G20 para conduzir uma estratégia de investimento na economia verde", acrescentou.


Os ministros da Fazenda do G20 se reúnem neste fim de semana na Grã-Bretanha, onde deverão apresentar propostas concretas sobre o financiamento para ajudar países emergentes a desenvolver uma economia de baixa emissão de carbono.


Fonte: sis.saúde

Decisão do governo afeta autorização de novos genéricos

Parecer limita atuação da Anvisa; medida abre caminho para que marcas de medicamentos fiquem protegidas



Uma decisão do governo em favor do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) abre espaço para facilitar a concessão de patentes de medicamentos para grandes empresas da indústria farmacêutica, liberando menos remédios para laboratórios de genéricos. A medida pode, por isso, ter reflexos no bolso do consumidor.
A decisão foi tomada por meio de um parecer da Procuradoria-Geral Federal que limitou a atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na concessão de patentes de medicamentos. O documento, feito para resolver uma queda de braço que há anos se arrasta no governo, estabelece que o INPI deve atuar sozinho na análise dos pedidos. À Anvisa, agora, cabe só opinar sobre fatores relacionados a segurança e eficácia dos medicamentos.
Esse desfecho, na avaliação de defensores da atuação da Anvisa, pode facilitar a concessão indevida de patentes e, por tabela, barrar a produção de genéricos feitos desses medicamentos. "O INPI erra, usa critérios frouxos. Foi justamente por isso que a anuência prévia foi criada", afirmou o professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto.
Em sua defesa, o INPI diz que, por lei, é ele quem tem a atribuição para avaliar a concessão de patentes. "O argumento de que técnicos da Anvisa são competentes é, no mínimo, presunçoso. No INPI há pessoas de altíssimo nível e, o principal, com competência legal para fazer a análise", disse o procurador-geral do INPI, Mauro Maia.
RESTRIÇÕES DE DIREITOS
Prevista por lei em 2001, a anuência prévia determina que todos os pedidos de patente deferidos pelo INPI devam passar pelo crivo da Anvisa. Desde que essa prática foi adotada, de 1.346 autorizações de patentes concedidas pelo INPI, 106 foram barradas pela Anvisa por causa de irregularidades. E das 988 patentes confirmadas, em quase metade foram feitas restrições dos direitos que haviam sido concedidos pelo INPI.
"Somente com análise rigorosa conseguimos evitar pedidos improcedentes das indústrias. Não queremos barrar direitos legítimos, só impedir abusos", diz o coordenador de Propriedade Intelectual da Anvisa, Luis Carlos Wanderlei Lima. Ele argumenta que quanto menos patentes indevidas forem concedidas melhor para o mercado. "É só fazer as contas: um produto genérico custa em média 35% a menos do que um de marca."
O parecer, divulgado há menos de um mês, veio para tirar dúvidas que tinham surgido em outro parecer ratificado pela Advocacia-Geral da União. O primeiro documento determinava que tanto Anvisa quanto INPI deveriam atuar nos processos de acordo com suas atribuições. Mas não dizia quais. "O novo parecer não retira poderes da Anvisa. Ele apenas torna clara quais são suas atribuições: avaliar a eficácia e segurança do medicamento", diz o procurador-geral federal, Marcelo de Siqueira Freitas.
A Anvisa vai pedir reconsideração. Para Lima, a segurança e eficácia do remédio não podem ser avaliadas no momento da análise da patente.
QUEDA DE BRAÇO
2001: O papel da Anvisa
Por determinação da Lei 10.196, a Anvisa passa a analisar processos de patentes de medicamentos. Após o pedido ser deferido pelo INPI, a Anvisa pode: concordar com a concessão da patente, negá-la, restringir o pedido ou pedir informações. Desde então, 1.346 pedidos de patentes concedidas pelo INPI foram examinados: 106 foram negados e 988, aceitos - em cerca de 50% dos casos, as patentes concedidas limitaram o que o INPI havia autorizado
2006: Atuação restrita
Parecer da Consultoria Geral da União determina que Anvisa passe a restringir sua análise aos riscos à saúde
2008: No Congresso
Proposto no Congresso projeto que acaba com a anuência prévia (mecanismo que obrigava a participação da Anvisa na análise dos pedidos de patente farmacêutica)
2009: Nova restrição
Parecer da Procuradoria-Geral Federal restringe atuação da Anvisa: anuência prévia deve se focar na análise de eventual risco à saúde provocado pelo novo produto

Fonte: sis.saúde

Saúde do homem

Entre os problemas mais comuns estão fimose, varicocele, orquiepididimite, impotência, hipertrofia prostática, câncer de próstata e andropausa


O diagnóstico precoce das doenças que atingem os homens evita complicações e aumenta chances de cura, inclusive do câncer de próstata. Para ter mais qualidade de vida, o homem deve ter uma boa alimentação, praticar esportes, evitar álcool, fumo e uso de drogas, além de sempre se prevenir nas relações sexuais. Os urologistas do Hospital Nossa Senhora das Graças Dr. Marcelo Alves Aranha e o Dr. Luiz Augusto Bendhack abordam as doenças mais comuns:
Fimose
É uma anomalia comum, que impede em maior ou menor grau a exteriorização da glande (extremidade do pênis), impossibilitando a higiene adequada e, em alguns casos, dificultando o ato sexual.
Quando necessário, o tratamento é cirúrgico e simples, podendo, eventualmente, ser realizado em consultório.
Parafimose
É o estrangulamento da glande pelo prepúcio (pele que recobre a extremidade do pênis). Também pode causar os mesmos inconvenientes da fimose. O tratamento é cirúrgico.
Varicocele
É o processo de dilatação das veias do testículo, semelhante a aquele que ocorre nas pernas (varizes). Pode causar dor e infertilidade. O tratamento, normalmente, é cirúrgico.
Impotência
É a presença do desejo sexual sem a correspondente ereção do pênis. Motivo de grande preocupação para os homens, suas causas são diversas e algumas vezes o tratamento é simples. A origem pode ser: problemas hormonais, neurológicos, vasculares, mas na maioria das vezes, é de ordem psicológica. O alcoolismo, o fumo e o uso de drogas também interferem.
Orquiepididimite
É a inflamação do testículo e epidídimo (conduto ligado ao testículo). Pode ser causado por agentes infecciosos ou por traumatismo. Também pode ocorrer devido complicações da caxumba, pois o vírus causador, além de instalar-se nas glândulas salivares, pode alojar-se nos testículos. Além de inflamação local, a orquiepididimite pode causar infertilidade.
Hipertrofia prostática
Os homens a partir dos 50 anos estão mais sujeitos a apresentarem um aumento da próstata, ou seja, hipertrofia prostática. Os primeiros sintomas são micções noturnas frequentes, a interrupção do jato de urina, dificuldade para urinar, gotejamento, podendo chegar até ao represamento da urina na bexiga, nos casos mais avançados. A maioria dos casos é originado por tumores benignos, mas o tumor maligno de próstata é um dos tipos de câncer que mais atinge o sexo masculino.
Câncer de próstata: A realização do exame preventivo a partir dos 40 anos é fundamental, pois permite o diagnóstico precoce do câncer, aumentando as chances de cura do paciente. Os exames são o digital da próstata, o de toque retal, a avaliação laboratorial por exame de sangue e a ecografia.
Andropausa
A Andropausa não é uma doença, mas sim uma fase de alterações no organismo masculino que ocorre entre os 50 e 70 anos. Ocorre devido a uma redução na produção dos hormônios masculinos, provocando alterações sexuais e físicas, como diminuição do desejo sexual e flacidez muscular. O diagnóstico pode ser confirmado por meio de exames laboratoriais.

Fonte: sis.saúde