quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Técnica de lavagem de mãos


Doença de celíaca

A série de televisão House mostra uma doença complexa e de difícil diagnóstico


Em um dos capítulos da série House, que passa no canal Universal Channel, a equipe de diagnóstico médico recebe uma paciente grávida que apresenta delírios e alucinações causados pela pelagra (falta de vitamina B ou vitamina PP), além de outros sintomas. Como essa paciente foi alcoolista no passado, a suspeita é que o seu quadro possa estar ligado a essa patologia. Por fim, ela ganha o bebê e, em um dos seus quadros de alucinação, tenta asfixiá-lo, o que causa danos pulmonares ao recém nascido, que é tratado sem sucesso e vem a falecer. Na biopsia, descobre-se que o bebê tinha a doença de celíaca, o que o levou a não responder às medicações. Com essa descoberta, a equipe médica pôde diagnosticar a mãe, que também apresentava a doença de celíaca. Tal patologia, segundo a equipe, foi desencadeada pelo possível estresse que a mãe passou durante a gravidez.
Esse capítulo da série House revela uma patologia complexa e de difícil diagnóstico – a doença de celíaca (também conhecida como enteropatia glúten-induzida). Esta é caracterizada por uma susceptibilidade genética que causa uma inflamação das mucosas do intestino delgado pela ingestão do glúten (VIDAL et al., 2009). O glúten é uma proteína encontrada em muitos cereais (trigo, cevada, centeio, etc.).
 
A pessoa pode nascer com os sintomas da doença de celíaca, e o que muitas pessoas desconhecem, é que os sintomas dessa patologia podem aparecer em qualquer época da vida. A pessoa possui uma susceptibilidade genética à doença que é desencadeada por algum fator ambiental, ou seja, um “evento gatilho” (ANDERSON, 2008). Como no capítulo da série House, a paciente veio a desenvolver a patologia na gravidez, pelo possível estresse que tenha passado.
 
No entanto, vários outros fatores ambientais podem estar associados ao desencadeamento da doença de celíaca em adultos, tais como: o excesso de álcool, o fumo, a obesidade (HAINES et al., 2008) e infecções virais (PLOT e AMITAL, 2009), entre outros. Em crianças, o risco de nascer com essa patologia aumenta se um dos pais tem a doença de celíaca ou se a mãe é fumante (ROBERTS et al., 2009).
 
Sintomas
 
Os sintomas clássicos podem incluir (ANDERSON, 2008; ALEHAN et al., 2008; DE LIMA et al., 2008):
 
- diarréia crônica e/ou constipação intestinal;
- vômitos;
- perda de peso;
- falta de crescimento em crianças;
- falta de rendimento acadêmico;
- má-absorção de alimentos;
- distensão abdominal (barriga inchada);
- fadiga;
- dores de cabeça periódicas;
- diabetes;
- infertilidade;
- anemia e outras deficiências de vitaminas e minerais;
- infecções de repetição, como vulvovaginites em mulheres.
 
No entanto, em cada pessoa, os sintomas podem ser variados e, inclusive, podem não estar presentes os sintomas gastrintestinais. Aspectos que podem tornar o diagnóstico dessa patologia mais difícil.
 
Diagnóstico
 
O diagnóstico é realizado a partir da história familiar e alimentar, do exame clínico e do exame sorológico do sangue. No entanto, é necessária a endoscopia digestiva para a biopsia do intestino delgado para um diagnóstico definitivo.
 
Segundo Anderson (2008), o exame sorológico pode dar negativo para aproximadamente 10% das pessoas com a doença de celíaca, vários fatores podem influenciar nos resultados, como as medicações utilizadas e uma dieta com baixa ingestão de glúten. O exame sorológico pode também dar falsos positivos. Tal exame deve ser realizado apenas como um complemento ao diagnóstico para evitar que pessoas sejam encaminhadas inutilmente para uma biópsia, que é um exame invasivo.
 
Portanto, apenas a biopsia do intestino delgado poderá comprovar o diagnóstico, evitando complicações futuras. Por exemplo, uma história familiar com pessoas com a doença de celíaca invalida um exame sorológico negativo, sendo necessária a realização da endoscopia com biópsia. O esquema a seguir exemplifica os procedimentos necessários para o diagnóstico dessa patologia.
 
Esquema de diagnóstico da doença de celíaca
  
Os danos a mucosa do intestino delgado desenvolvem-se paulatinamente, chegando a um ponto de completa atrofia das vilosidades (estruturas microscópicas que aumentam a absorção dos nutrientes) e danos às criptas (evaginações e invaginações que aumentam a absorção total dos nutrientes) intestinais conforme demonstrada na classificação a seguir de Marsh (1992).
 
 
Tabela 1
Classificação de Marsh para a doença de celíaca
 
Classificação
 
Histologia
IEL/100
Criptas
Vilosidades
Endoscopia
Mucosa normal
Marsh 0 normal
<25/100 EC
Normal
Normal
Normal
Enterite microscópica
Marsh 0 submicroscópico (Microenteropatia)
<25/100 EC
Normal
Normal
Normal
 
Marsh I
(Enterite linfócita)
>25/100 EC
Normal
Normal
Normal
 
Marsh II
(Estágio hiperplástico)
>25/100 EC
Hiperplástica
Normal
Normal
Enterite macroscópica
Marsh IIIa
>25/100 EC
Hiperplástica
Atrofia parcial
Anormal
 
Marsh IIIb
>25/100 EC
Hiperplástica
Atrofia subtotal
Anormal
 
Marsh IIIc
>25/100 EC
Hiperplástica
Atrofia total
Anormal
 
Marsh IV
<25/100 EC
Profundidade normal, com hipoplástica
Atrofia total
Anormal
Fonte: Rostami e Villanacci, 2009.

A classificação histológica da doença de celíaca foi revolucionada pela classificação de Marsh (1992), que passou a permitir que um diagnóstico mais preciso da biópsia intestinal.

Tratamento
O tratamento apropriado para a doença de celíaca é uma dieta livre de glúten. No Brasil, observa-se um avanço nas rotulagens dos alimentos que são obrigados a colocarem se o produto possui glúten.
 
Caso haja uma aderência adequada a uma dieta livre de glúten, parte dos sintomas da doença de celíaca pode ser revertida (ROSTAMI e VILLANACCI, 2009). No entanto, segundo Anderson (2008), a síndrome do intestino irritável pode não ser solucionada simplesmente pela supressão do glúten da dieta. Pois, essas pessoas passam a ingerir mais frutas e alimentos a base de leite e uma parcela delas apresentam também intolerância à frutose e/ou lactose.
 
Estudo de Lanzini et al. (no prelo), realizado com 465 adultos que aderiram a uma dieta livre de glúten, revelou que, após 16 meses de tratamento, 8% das pessoas apresentavam normalização histológica da mucosa intestinal; 70%, remissão parcial; 22%, não houve mudança; e 1%, tiveram deterioração dessa mucosa. Ademais, 83% com das pessoas com lesões permanentes apresentaram resultados negativos no teste sorológico. Os autores concluíram que a completa normalização do intestino delgado é rara em adultos.
 
Mesmo que uma completa normalização do intestino delgado possa não ser possível, o que dependerá também do nível de lesão das mucosas intestinais ao início do tratamento, uma dieta livre de glúten é importante para que boa parte dos sintomas possa ser revertida e que complicações futuras venham a ocorrer, como a osteoporose, a pelagra, a anemia profunda e até o óbito por desnutrição.
 
 
Referências
 
ALEHAN, F. et al. Increased risk for coeliac disease in paediatric patients with migraine. Cephalalgia, v. 28, n. 9, p. 945-949, set. 2008.
 
ANDERSON, R. P. Coeliac disease: current approach and future prospects. Internal Medicine Journal, v. 38, n. 10, p. 790-799, out. 2008.
 
DE LIMA, A. S. et al. Vulvovaginal gingival syndrome and coeliac disease. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, v. 22, n. 9, p. 1122-1123, set. 2008.
 
HAINES, M. L.; ANDERSON, R. P.; GIBSON, P. R. Systematic review: the evidence base for long-term management of coeliac disease. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, v, 28, n. 9, p. 1042-1066, nov. 2008.
 
LANZINI, A. et al. Complete recovery of intestinal mucosa occurs very rarely in adult coeliac patients despite adherence to gluten free diet. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, no prelo.
 
MARSH, M. N. Gluten, major histocompatibility complex, and the small intestine. A molecular and immunobiologic approach to the spectrum of gluten sensitivity (‘celiac sprue’). Gastroenterology, v. 102, p. 330-354, 1992.
 
PLOT, L.; AMITAL, H. Infectious associations of Celiac disease. Autoimmunity Reviews, v. 8, n. 4, p. 316-319, fev. 2009.
 
ROBERTS, S. E. et al. Perinatal risk factors and coeliac disease in children and young adults: a record linkage study. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, v. 29, n. 2, p. 222-231, jan. 2009.
 
ROSTAMI, K.; VILLANACCI, V. Microscopic enteritis: Novel prospect in coeliac disease clinical and immuno-histogenesis. Evolution in diagnostic and treatment strategies. Digestive and Liver Disease, v. 41, n. 4, p. 245-252, abr. 2009.
 
VIDAL, C. et al. Variants within protectin (CD59) and CD44 genes linked to an inherited haplotype in the family with coeliac disease. Tissue Antigens, v. 73, n. 3, p. 225-235, mar. 2009.  



Fonte: SIS Saúde

Os Benefícios da Soja

A soja, além do próprio grão, pode ser consumida de várias maneiras, como extrato de soja, óleo de soja, tofu, missô, shoyo, lecitina de soja, proteína texturizada de soja (PTS) e farinha de soja

A soja era utilizada na cozinha chinesa desde o século XI a.C, mas apenas no início do século XX chegou ao Ocidente. É um grão da família  das leguminosas, assim como o feijão, lentilha, grão de bico e ervilha. Sob o aspecto nutricional a soja é rica em proteínas de boa qualidade (possui de 35 a 40% proteínas de alto valor biológico – contendo os 10 aminoácidos essenciais em teor adequado, exceto a metionina), é eliminadora de radicais livres por conter antioxidantes, possui ácidos graxos poliinsaturados (ômega 6 – ácido linoléico – e ômega 3 – ácido linolênico) e compostos fitoquímicos como: isoflavonas, saponinas, fitatos, dentre outros. Também é uma excelente fonte de minerais como: cobre, ferro, fósforo, potássio, magnésio, manganês, enxofre, cloro e vitaminas como A, C, E, complexo B. Além disso, possui fibras, que são de extrema importância para o funcionamento adequado do intestino e têm a capacidade de captar partículas maiores de gordura, levando-as a passar direto pelo intestino, sem serem absorvidas.

A soja, além do próprio grão, pode ser consumida de várias maneiras, como extrato de soja, óleo de soja, tofu, missô, shoyo, lecitina de soja, proteína texturizada de soja (PTS) e farinha de soja. Muitos estudos atuais comprovam que o consumo de produtos à base de soja promovem benefícios, como:


- Coração: a ingestão de 25 gramas por dia de proteína de soja reduz o LDL, o mau colesterol, cerca de 33% e aumenta o HDL (colesterol bom).


- Prevenção do câncer: o consumo diário de soja e seus derivados diminui a incidência de câncer de mama, cólon e próstata.


- Menopausa: a soja atenua os suores noturnos e as ondas de calor.


- Osteoporose: o fitoestrogênio ajuda a fixar o cálcio e fortalece a estrutura óssea.


- Diabetes: as fibras do grão de soja agem como reguladores do nível de glicose.


- Arteriosclerose: a isoflavona torna as artérias mais flexíveis e reduz o índice da doença.

   
Consumo recomendado: 25 gramas de proteína de soja, que correspondem a 3 colheres de sopa de grão cozido, ou 1 xicara de chá de PTS ou ½ xícara de tofu.


Importante: o consumo de soja ou outros alimentos funcionais não garantem uma vida saudável se não forem incluídos no nosso dia-a-dia hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular.


 

Fonte: SIS Saúde

Sua dor é física ou psíquica?

Avanço científico quebra paradigma que separa mente e físico


Você já parou para pensar que sua dor de cabeça pode ser emocional? Que as dores lombares e na região dos ombros podem ser ocasionadas pelo estresse e não por problemas nos músculos ou nos ossos?

Os avanços científicos do século XX quebraram os paradigmas que separavam mente e físico. Além disso, a mudança no processo de adoecer deixou mais claro o papel psicológico e social em relação à saúde das pessoas. Com isso, acontecimentos da vida, eventos ambientais, relações sociais, afetivas e familiares alteram a maneira como o indivíduo percebe o mundo externa e internamente. Esta percepção, para acontecer, depende de uma complexa rede de conexões nervosas que integram nossos órgãos dos sentidos e o sistema nervoso central.


Diante destas descobertas, atualmente os médicos conseguem afirmar que a diferença entre uma doença orgânica e uma doença psicogênica está apenas na direção psíquica deste fenômeno. As dores de cabeça constantes, lombares e na região dos ombros também estão ligadas a problemas psicológicos como estresse e depressão cada vez mais frequentes em nossa sociedade.


“Entre os transtornos psicossomáticos que reagem ao físico podemos citar a acne, artrite reumatóide, asma brônquica, broncoespasmo, enxaqueca, diabetes, doenças cardíacas coronarianas e imunológicas, edema angioneurótico, herpes, hiperinsulinismo, hipertensão essencial, hipertireoidismo, neurodermatite, obesidade, tuberculose e úlcera”, afirma o Drº Fabrício Dias Assis, Anesteseologista e médico intervencionista da Dor.


Como tratar?


Nas situações de crises, o uso dos analgésicos ainda se mantém como uma das melhores soluções. No Brasil, atualmente há tratamentos eficazes para o combate das dores. Para as leves e moderadas, que costumam ser mais constantes e de tratamento mais rápido, o mercado apresenta medicamentos eficazes.


Por exemplo, o ibuprofeno em cápsulas líquidas, que alcança a circulação de maneira mais rápida que os comprimidos usuais e também penetra melhor nos tecidos afetados que os comprimidos. A ação do medicamento ocorre a partir de 15 minutos após a administração do mesmo. Pesquisas realizadas em diversas partes do mundo comprovam a rapidez de ação e eficácia do ibuprofeno em relação aos demais analgésicos disponíveis no mercado, inclusive o brasileiro.


Além disso, baseado no atual modelo biopsicossocial, a abordagem de um paciente com dor deve considerar um fenômeno complexo, no qual sua avaliação deve ser incluída os aspectos sensitivos, emocionais, cognitivos, comportamentais e culturais.


Para tanto o tratamento das dores em geral deve ser feito por uma equipe multiprofissional, composta por médico especialista em dor, psicólogo, psiquiatra, enfermeiro e fisioterapeuta. Desta forma o tratamento indicado é singular e construído de maneira conjunta pela equipe multiprofissional e pelo paciente e pode contar com a utilização dos recursos recomendados por evidências científicas, ou seja, medicamentos, procedimentos minimamente invasivos, psicoterapia, fisioterapia, acupuntura, atividades físicas, alimentação adequada, entre outras práticas que favorecem a melhoria da qualidade de vida e o bem-estar físico, psíquico, social e espiritual.


Fontes consultadas:


Drº Fabrício Dias Assis – Anesteseologista e médico intervencionista da Dor


Drª Gabriela de Lima Freitas – Psiquiatra


Pfizer


Considerada uma das empresas mais diversificadas do setor farmacêutico, a Pfizer descobre, desenvolve, fabrica e comercializa medicamentos de prescrição e de consumo para Saúde Humana e Animal. Fundada em 1849 e instalada no Brasil desde 1952, a companhia está comprometida em fazer o melhor pela saúde e bem-estar das pessoas em todas as etapas da vida, por meio de opções terapêuticas para uma variedade de doenças. Para isso, a empresa mantém uma posição de destaque no investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. Seu portfólio engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês, até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer. Entre seus produtos, destacam-se Enbrel, Eranz, Sutent, Champix, Pristiq, Lyrica, Celebra, Centrum, Zyvox, Advil, Viagra e a vacina Prevenar. A Pfizer também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no país.



Informações adicionais para a imprensa:


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Tels: 55 11 2898-7472 / 5180-0585


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Fonte: SIS Saúde

Teste de paternidade: uma tecnologia, várias possibilidades

Cada vez mais evoluídos e completos, exames de DNA podem ser feitos com pai falecido ou para análises futuras de perfis genéticos



Os chamados exames de DNA são os meios mais eficazes de comprovação de filiação materna ou paterna, alcançando mais de 99,999% de precisão. O que pouca gente sabe é que os testes de paternidade não são realizados apenas entre mãe, filho e suposto pai. Embora seja a modalidade mais procurada, esse tipo de exame, classificado como Trio, é apenas um dos caminhos da investigação genética. 

Além dos testes Trio e Duo, este último realizado entre pai e filho ou entre mãe e filho, exames feitos após a morte do suposto pai e perfis genéticos também já são oferecidos em alguns laboratórios brasileiros. O exame post-mortem, como é denominado o exame com pai falecido, se dá por meio da reconstrução do perfil genético do indivíduo (genótipo) por meio da análise dos familiares. 

“O melhor teste é aquele em que participam os pais biológicos do suposto pai falecido, pois é possível reconstruir todas as possibilidades de genótipo da pessoa. Na ausência destes, lançamos mão dos parentes de primeiro grau, como irmãos e filhos biológicos. Depois de obter o perfil do falecido por meio dos familiares, comparamos com o pretenso filho”, detalha a biomédica Cláudia Sousa, responsável pelo Setor de Identificação Humana do Laboratório Sabin, que desde maio deste ano realiza testes de paternidade. 

A confiabilidade desse tipo de teste depende da veracidade e do grau de parentesco dos indivíduos testados com o pai falecido, uma vez que o teste parte da premissa que os parentes testados são parentes biológicos do falecido. Os resultados conclusivos dependem da quantidade de pessoas e regiões do genoma avaliadas. 

Outra possibilidade inovadora de averiguação de filiação é o perfil genético, realizado para identificar o genótipo do indivíduo para posterior análise de paternidade e/ou identificação genética em casos de desaparecimento ou acidente em massa. Após a análise, o paciente recebe um laudo com a descrição de seu perfil genético, que fica armazenado no Sabin por cerca de cinco anos. 

Sem ficar para trás quando o assunto é tecnologia, o Laboratório realiza os exames por meio da biologia molecular, assegurando a qualidade dos resultados obtidos. Comodismo também está entre as vantagens dos exames do Sabin. Para o perfil genético, por exemplo, é possível estender o tempo de armazenagem do laudo no laboratório. “Caso o paciente queira manter o seu material biológico armazenado no laboratório, ele paga um valor anual e este material é mantido no laboratório para futuras análises”, pontua a biomédica. 

A confiabilidade dos exames é atestada pelo sequenciador ABI 3500, última tecnologia lançada no mercado internacional e primeira adquirida na região. O equipamento, utilizado em análises genômicas, é o mesmo usado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), departamento federal de investigação norte-americano. 

Sigilo no atendimento com hora marcada, discrição garantida pelo treinamento dos funcionários e rapidez na entrega dos resultados – com prazo de até cinco dias úteis ou 24 horas úteis em casos específicos – são algumas das vantagens do método Sabin de realização do teste. 

Outros diferenciais compõem a técnica aplicada, como a presença de uma especialista. A biomédica Cláudia Sousa possui mais de dez anos de experiência com os testes e mais de 18 mil casos de investigação de paternidade, com destaque para perícias judiciais e exames de reconstrução genética após falecimento. 

A experiência da profissional, somada à possibilidade de análise de 15 a 20 regiões do genoma (loci) – números que vão além do utilizado por outros laboratórios –, eleva o sucesso de exames post-mortem. “A análise de um número maior de regiões significa mais segurança e mais chances de se obter laudos conclusivos em casos de paternidade com pai falecido, com obtenção de índices mais próximos a 100%”, explica Cláudia. 

A procura por exames post-mortem e perfis genéticos é bem menor do que a dos testes tradicionais, com pais vivos, segundo Cláudia Sousa. O motivo, explica a especialista, é a falta de informação do público a respeito dessas possibilidades. Atualmente o teste é realizado em apenas uma unidade do Sabin, no edifício Via Brasil, na Asa Sul. No entanto, a proposta é de expansão do serviço. Mais informações sobre o teste de paternidade do Laboratório Sabin no site www.sabinonline.com.br

Fonte: SIS Saúde

Implicações emocionais envolvidas na adoção de sêmen

Entenda o dilema vivido pelo personagem Paulo (Dan Stulbach), em Fina Estampa 
 
A vivência emocional da infertilidade pelo homem, é, geralmente, frustrante, uma vez que ainda vivemos em uma cultura machista, onde sinal de “ser homem” é ser um “bom reprodutor”. Assim, a incapacidade de engravidar uma mulher pode vir associada mentalmente à falta de masculinidade ou virilidade.

Em casos onde a qualidade do sêmen, avaliada através do espermograma, é muito baixa, percebemos que o nível de angústia masculina é ainda mais intenso, principalmente, quando a adoção de sêmen de outro homem é indicada pelo médico como a opção mais viável (ou até mesmo a única opção terapêutica) para a concepção.


É fato que a maioria dos casais que buscam por tratamentos de reprodução assistida espera sair desse processo com um filho geneticamente relacionado a eles. No entanto, em alguns casos, isso não é possível, sendo necessária a desconstrução de um sonho idealizado para a construção de um sonho possível.


Nota-se que o luto pela perda do filho biológico e sentimentos de dor e frustração, advindos desse processo, podem ser experimentados para, aos poucos, cederem lugar às novas possibilidades de paternidade, com suas perda e ganhos.


Muitas fantasias podem surgir em meio ao casal que vivencia esse tipo de técnica, principalmente, pelo fato do sêmen, na maioria das vezes, ser associado a um caráter mais sexualizado.


Sentimentos de ciúmes do doador (que é desconhecido) podem surgir por parte do homem, que sente-se abalado em sua auto-estima e confiança em si mesmo. Alguns chegam a dizer que é “como se sua mulher estivesse se relacionando sexualmente com outra pessoa”.


O caráter sexual atribuído ao sêmen não é feito somente pelos homens em tratamento, muitas mulheres dizem que não conseguem nem imaginar o sêmen de outro homem, que não o de seu marido, dentro de seu corpo. 


Muitas preocupações podem surgir em meio ao casal que vivencia esse processo, como por exemplo, o medo por parte da mulher de que o marido não assuma a paternidade da criança numa eventual separação, ou então, o temor por parte do homem de que a esposa venha a lhe “jogar na cara”, numa briga futura, que o filho não é dele.


Receios a respeito da possibilidade de doenças genéticas e traços patológicos de caráter são comuns também, sendo necessário o esclarecimento de que algumas doenças, predisposições temperamentais e traços físicos podem ser herdados, mas valores, crenças, formas de pensar e agir são adquiridos e aprendidos na convivência familiar.


Assim, em meio a tantas questões importantes, é imprescindível a presença de um psicólogo junto ao processo de adoção de sêmen, trabalhando aspectos emocionais não somente junto ao homem, mas em conjunto com o casal, que pode se fragilizar bastante diante deste tipo de procedimento.


Luciana Leis é psicóloga. É especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade.




 
Fonte: SIS Saúde

Diabetes e hipertensão aumentam o risco de desenvolvimento do glaucoma

Com o aumento dos distúrbios metabólicos é preciso compreender todos os fatores de risco associados ao glaucoma de ângulo aberto, o que pode ajudar a identificar pessoas que possam estar em risco aumentado para esta condição



A combinação do diabetes tipo 2  e da pressão arterial elevada pode aumentar significativamente  as chances de um indivíduo de desenvolver glaucoma de ângulo aberto. Os resultados são de um estudo recente da Universidade de Michigan, publicados na revista Ophthalmology.

De acordo com os pesquisadores norte-americanos, o diagnóstico de diabetes tipo 2 aumenta o risco de glaucoma em 35%. O de hipertensão arterial em 17%. Mas, quando ambas condições estão presentes, a probabilidade de desenvolver glaucoma é de 48%.

Para chegar a estes números, a equipe de Joshua D. Stein analisou dados de mais de 2 milhões de pessoas, com 40 anos ou mais, que integravam uma rede de atenção gerenciada nos Estados Unidos, entre 2001 e 2007. O objetivo da pesquisa era analisar como as possíveis associações entre os vários componentes da síndrome metabólica - um conjunto de condições que inclui obesidade, hipertensão, diabetes e hiperlipidemia (colesterol alto e triglicérides elevados) -  afetava a saúde da população americana.

Além de descobrir que o diabetes tipo 2 e a hipertensão aumentam o risco de desenvolvimento do glaucoma de ângulo aberto, os pesquisadores descobriram também que a hiperlipidemia reduz em 5% o risco de desenvolver a doença.  “Mais estudos sobre esta pesquisa estão em andamento para avaliar se é a hiperlipidemia em si, os medicamentos usados ​​para tratar a condição, ou ambos, que ocasionam a redução do risco de glaucoma. Um aprofundamento deste estudo pode levar, inclusive, a novos tratamentos para o glaucoma de ângulo aberto”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Um alerta importante

"Já sabíamos do grande risco de cegueira por doenças da retina que os pacientes que tem diabetes e hipertensão correm. O que o novo estudo sugere é que estes pacientes também apresentam uma maior probabilidade de desenvolvimento do glaucoma, outra grande preocupação. A nova pesquisa reforça a importância dos exames oftalmológicos regulares", afirma a oftalmologista Roberta Velletri, que também integra o corpo clínico do IMO.

“O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Nos Estados Unidos, mais de 2,2 milhões de pessoas têm a doença. No Brasil, as estimativas apontam para mais de 1 milhão de pessoas portadoras de glaucoma, em seus vários tipos”, observa a médica.

“Como o aumento da longevidade é um fenômeno mundial, o diagnóstico dos casos de glaucoma devem aumentar muito. Como os sintomas do glaucoma de ângulo aberto não aparecem até que a doença tenha progredido e prejudicado definitivamente a visão, é fundamental mapear os grupos de risco para a doença, visando aumentar a eficácia do rastreamento e do monitoramento da doença. Além dos grupos de risco já conhecidos (indivíduos com mais de 40 anos, raça negra, altos míopes e pacientes que tiveram trauma ocular), devemos estar atentos também aos portadores de diabetes tipo 2 combinada com hipertensão arterial”, observa o oftalmologista Ricardo Giacometti Machado, que também integra o corpo clínico do IMO.

Após a quarta década de vida é importante consultar o oftalmologista todos os anos. “E a recomendação é mais forte para quem apresenta fatores de risco como diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial”, afirma Ricardo Giacometti Machado.

CONTATO:

Fonte: SIS Saúde